sexta-feira, 15 de maio de 2015
Os Tres Conselhos
"Os Três Conselhos
Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior.
Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:
- Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você.
Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava
precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar,
no que foi aceito.
Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o seguinte:
- Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho.
Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse:
- Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa.
O patrão então lhe respondeu:
- Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta.
Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:
- Quero os três conselhos.
O patrão novamente frisou:
- Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.
E o empregado respondeu:
- Quero os conselhos.
O patrão então lhe falou:
1. NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem
custar a sua vida.
2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode
ser mortal.
3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se
arrepender e ser tarde demais.
Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:
- Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para
comer com sua esposa quando chegar a sua casa.
O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que
ele tanto amava. Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e
lhe perguntou:
- Para onde você vai?
Ele respondeu:
- Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada.
O andarilho disse-lhe então:
- Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos
dias.
O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então
voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.
Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada,
onde pode hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.
De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à
porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.
Voltou, deitou-se e dormiu.
Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um
grito e ele disse que tinha ouvido. O hospedeiro:
- E você não ficou curioso?
Ele disse que não. No que o hospedeiro respondeu:
- Você é o primeiro hóspede a sair daqui vivo, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal. O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.
Depois de muitos dias e noites de caminhada... já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de
sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas
ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha no seu colo, um
homem a quem estava acariciando os cabelos.
Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de
encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando
lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no
dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse:
- Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o meu
patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu
sempre fui fiel a ela.
Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu
pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas
nos olhos lhe diz:
- Eu fui fiel a você e você me traiu...
Ela espantada lhe responde:
- Como? Eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos.
Ele então lhe perguntou:
- E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?
E ela lhe disse:
- Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora, descobri que estava grávida.
Hoje ele está com vinte anos de idade.
Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a
esposa preparava o café. Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão. Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção, ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.
Muitas vezes achamos que o atalho `queima etapas` e nos faz chegar mais rápido, o que nem
sempre é verdade...
Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e
que nada de bom nos acrescentará...
Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois...
Espero que você, não se esqueça desses três conselhos e não se esqueça também de confiar
(mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).
O tempo do amor
O TEMPO DO AMOR
As fadas são grandes apaixonadas como nós. E uma estranha fatalidade faz com que experimentem suas maiores paixões por simples mortais, bem mais que por outros seres do Reino das Fadas. Desse modo, os homens que por azar do destino, venham a conhecer uma fada, não podem escapar do amor louco que ela desperta neles.
Mas de onde vem esta atração mútua e irresistível? Ninguém sabe, mas as lendas, relatos ou crônicas populares abundam em histórias de amor que colocam em cena o homem e a fada.
Eis aqui o testemunho, coletado no ano de 1849, de uma senhora que vivia em Arinthod (região pertencente a França):
"Um de nossos criados, chamado Félicien, foi levar os cavalos para o pasto no prado da ilha onde vivo e avistou pequenas senhoritas brancas. Era época da seca do feno.
Havia pilhas de feno amarrados e soltas na pradaria e lindas sílfides dançavam ao seu redor, tão rápidas, de um modo tão gracioso, que era uma maravilha. Nosso bom Félicien ficou fascinado com o grande espetáculo. Voltou para casa com um ar de encantamento inexplicável e nos descreveu o melhor que pode a beleza, a graça e a natureza diáfana daquelas pequenas criaturas de Deus; e tão belas eram que havia se apaixonado por elas no ato. De bom grado havia pedido uma em casamento, por seus traços, por sua elegância, pelos diamantes de todas as cores que brilhavam em seus dedos, seus braços, no pescoço, na cintura...."
Os amores que ligam as fadas e os homens a maioria das vezes, estão fadados ao insucesso, pois os seres dos Reinos das Fadas e os humanos pertencem a universos diferentes e só podem encontrar-se em lugares incertos que determinam a fronteira entre esse mundo e o outro.
Nos relatos e contos novelísticos, a fada sempre aparece ao herói no coração de um bosque sombrio, perto de uma fonte ou de um arroio. O homem está sempre só, perdido, debilitado, e não tem nenhuma possibilidade de resistir a ela, bela como nenhuma, e se oferecendo desse modo. No mesmo instante esquece qualquer outra paixão terrena e se entrega de corpo e alma a sua nova Dulcinéia. Pede sua mão e nada parece poder desfazer o sucesso dessa mútua paixão.
O amor da fada por seu companheiro humano é total, e é de uma fidelidade a toda prova. Pode permanecer com seu eleito até o final dos tempos. Evans Wentz evoca um caso de uma fada que não vacilou a acompanhar seu amante mortal até a América do Sul.
REGRAS FEÉRICAS
Entretanto, a felicidade dos apaixonados em geral, é de curta duração. A aliança com a fada está sujeita a condições que os mortais costumam desrespeitar. Não que sejam particularmente complexas ou difíceis de satisfazer, ao contrário. As regras que regem o Reino das Fadas são banais e inclusive insignificantes. Os mortais as tomam como caprichos da fada e não lhes prestam muita atenção. Não demoram muito para transgredi-la, sem se darem conta, violando assim seu juramento, perdendo para sempre o amor da fada e deixam de ter acesso definitivamente ao Reino das Fadas, que lhes havia entreaberto a porta de seus domínios encantados. De volta a sua condição primitiva de simples mortais, vagam pelo mundo como almas penadas antes de morrer de tristeza e nostalgia.
Entre os tabus que regulam as relações entre fadas e mortais podemos citar a proibição de chamar o ser do Reino das Fadas pelo nome, de evocar sua existência diante uma terceira pessoa, de pronunciar certas palavras ou aludir a certas pessoas em sua presença, de recordar-lhe suas origens, pegá-lo ou tocá-lo com um objeto de ferro. A menor infração, a fada desaparece e abandona seu amante de carne e osso a sua triste sorte.
O AMOR ÉLFICO
Também os elfos buscam ardentemente o amor das mortais. Na Irlanda se conhece um elfo chamado Ganconer, nome que significa "o que fala de amor", jovem de olhos negros e brilhantes, cujas belas palavras seduzem as jovens que andam sozinhas pelos bosques, ao cair da noite. Pobre daquelas que se deixam abraçar por ele, pois não tardarão a morrer de languidez, depois que seu amante élfico a saciar de carícias! Um provérbio irlandês afirma: " Quem encontra Ganconer pode tecer seu sudário".
Outro elfo, esse originário da Escócia, se vingou cruelmente de uma mortal que havia lhe jurado amor. O elfo desapareceu por sete anos, contando com a fidelidade de sua amada. Entretanto, essa terminou por cansar-se de esperar e casou com outro homem, do qual teve um filho. Ao seu regresso, o elfo fez de tudo para seduzir novamente a jovem. Propôs raptá-la e fugir em um navio de ouro que navegaria empurrado por um vento mágico. A mulher abandonou o marido e o filho para embarcar com o amante. Mas, assim que zarparam, o elfo suscitou uma terrível tempestade. O barco afundou e a mulher infiel com ele.
Os elfos nem sempre são belamente jovens, muitas vezes possuem alguma deformação física, podem apresentar os pés tortos ou voltados para trás, orelhas pontiagudas, rabo de vaca, não terem nariz ou serem estrábicos.
Desde os primeiros tempos clássicos, as lendas das visitas de deusas e ninfas a mortais humanos e sua relação com amorosa com eles sempre comoveu a humanidade por sua tragédia e esplendor; pois o final de todas essas relações entre imortalidade e mortalidade têm sido trágico.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
A forca
Havia um fazendeiro muito trabalhador e muito rico. Ele tinha dezenas de abastadas fazendas, milhares de cabeças de gado, centenas de cavalos de raça, muitos empregados. Mas, a sua grande preocupação era com seu único filho, que ao contrário do fazendeiro não gostava de trabalhar. Vivia apenas em festas, farras, churrascadas, seguido e bajulado por um grupo de “amigos”.
O pai advertia-o que aquelas pessoas só estavam do lado dele por interesse e que não eram amigos de verdade. O homem também o aconselhava a se preparar para administrar com sabedoria todos os bens que herdaria.
Mas, as palavras entravam por um ouvido e saíam pelo outro e o rapaz continuava a fazer exatamente tudo aquilo que o pai dele pedia para ele não repetir. Foi então que o homem resolveu mandar construir um celeiro na fazenda principal. E nesse celeiro ele mesmo forjou uma grande forca. No chão, ele escreveu em grandes letras a frase: “para eu nunca esquecer os conselhos do meu pai”.
Ele chamou o filho e o levou ao celeiro e disse que já sabia por inteiro o destino do filho depois que morresse. Ele não saberia administrar os bens herdados, contrairia vultosas dívidas, seria ignorado pelos antes amigos e começaria a se desfazer de cada uma das coisas que ele recebeu. Quando chegasse esse dia, o pai pediu que ele fosse ao celeiro e usasse a forca. O rapaz ficou muito assustado por um tempo, mas depois voltou a se comportar tão dissolutamente quanto antes.
O fazendeiro morreu. E ele estava certo. O filho não sabia administrar o que herdou. Meteu-se em muitos negócios que pareciam lucrativos mas se revelaram estúpidos, contraiu dívidas, viu sumir os amigos e começou a vender os bens que possuía.
Quando só restava-lhe o celeiro, resolveu atender ao desejo do pai. Foi até a forca. Pôs a corda no pescoço e desejou: “Perdão, pai... Ah! Se eu tivesse uma segunda chance”. E se atirou..
Descobriu que a forca era oca. De dentro dela caíram muitas pedras preciosas: diamantes, esmeraldas, rubis, etc.
No meio das joias valiosas, um papel com a letra do pai: “Eu o amo muito. Aproveite bem essa segunda chance”.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Porque as pessoas sofrem??
Por que as pessoas sofrem?
— Vó, por que as pessoas sofrem?
— Como é, minha neta?
— Por que as pessoas grandes vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa?
— Bem, muitas vezes porque elas foram ensinadas a viver assim.
— Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal?
— É que elas não percebem que foram convencidas a ser infelizes e não conseguem mudar o que as torna assim. Vc está entendendo?
—Não, Vovó.
—
Vc lembra da estorinha do Patinho Feio? Então, o Patinho se considerava
feio porque era diferente. Isso o deixava infeliz e perturbado. Tão
infeliz que um dia resolveu ir embora e viver sozinho. Só que o lago que
ele procurou para nadar havia congelado e estava muito frio. Quando ele
olhou para o seu reflexo no lago percebeu que ele era, na verdade, um
maravilhoso cisne. E assim, se juntou aos seus iguais e viveu feliz para
sempre.
— O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas?
—
Bem, quando nascemos, somos separados de nossa Natureza-cisne. Ficamos
como patinhos, tentando aceitar o que os outros dizem que está certo.
Então passamos muito tempo tentando virar patos.
— É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas?
— É por isso!
— Então é só a gente perceber que é cisne que tudo dará certo?
—
Na verdade, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim.
Vc lembra o que o cisne precisava fazer para poder se enxergar?
Primeiro precisou parar de tentar ser um pato. Isso significa parar de
tentar ser quem a gente não é. Depois ele aceitou ficar um tempo sozinho
para se encontrar. Passou frio, fome e ficou sozinho no inverno.
— É
por isso que o papai anda tão sozinho e bravo? Outro dia ele estava
chorando no banheiro. Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato?
_
Sim, mas quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar
que o espelho venha até nós. Temos que exercer a humildade e procurar
ajuda até encontrarmos.
— E aí viramos cisnes?
— Nós já somos cisnes. Apenas temos que deixar que o cisne venha para fora e tenha espaço para viver e para se manifestar.
— Aonde vc vai?
— Vou contar para o papai o cisne bonito que ele é!
A boa vovó apenas sorriu!
Quanta simplicidade para falar de um assunto tão básico e importante!
Como
é essencial nós pararmos de tentar ser quem a gente não é. Parem de
tentar agradar a todos à sua volta, de ter o corpo e o cabelo de
determinada modelo, de agir com maneiras rotuladas. Isso só faz com que o
reencontro com o seu ‘cisne’ interior fique cada vez mais difícil e
distante.
Por que você não pode, com toda magnitude, ser você?! Deixe
ilusões para trás e pare de acreditar que você é um patinho feio,
desfavorecido. Olhe para o seu interior e veja quanta beleza, luz e
grandeza há dentro de você!
Você não é mais ‘um pato’… a não ser que
assim deseje! Enquanto acreditar em opiniões externas, mídia e sociedade
não reconhecerá todo o seu fabuloso potencial. Quando decidir se olhar
no espelho e enxergar sua alma, tenha em mente que este é um processo
que exige paciência e determinação, então, lhes digo: não desista!
Aquilo que você ganhará com o final deste processo lhe tornará uma pessoa auto-confiante, segura e mais feliz.
Lembre-se: o inverno vai passar! E depois desta estação, lindas flores brotarão na sua vida!
domingo, 3 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
Roupa suja
Reflexão: Roupa suja:::::::::.!!!!!!!
Na primeira manhã de um casal em sua nova casa, durante o café, a mulher reparou através da janela uma vizinha que pendurava seus lençóis em um varal. Ela, então, comentou com o marido:
- Mas que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Provavelmente ela está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente durante o café da manhã, a vizinha pendurava seus lençóis no varal. A mulher então comenta com o marido:
- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um mês a mulher surpreendeu-se ao ver os lençóis brancos, alvissimamente brancos, sendo estendidos. Empolgada foi, então, dizer ao marido:
- Veja! Ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha a ensinou? Porque, não fui eu quem a ensinei.
O marido calmamente respondeu:
- Não, é que hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros das nossas janelas!
E assim é. Tudo depende da janela através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Só assim poderemos ter uma real noção do valor de nossos amigos.
Lave sua vidraça. Abra sua janela!
As tres arvores
No alto de uma montanha, três árvores sonhavam com seu futuro. A primeira disse assim: Quero ser um baú cheio de tesouros. A segunda disse: Quero ser um grande navio e transportar reis e rainhas. E chegou a vez da terceira árvore, então ela disse: Quero ficar aqui e ser tão grande que, quando olharem para mim, as pessoas se lembrem de Deus, disse a terceira.
Um dia, lenhadores cortaram as árvores. Da primeira, fez-se uma manjedoura para animais. Da segunda, um pequeno barco. Da terceira, vigas que ficaram jogadas num depósito. Todas ficaram desiludidas e tristes com seu destino.
Numa bela noite cheia de luz e estrelas, uma mulher colocou seu bebê recém-nascido na manjedoura. E a primeira árvore viu que guardava o maior tesouro do mundo.
Anos depois, o barco transportava um homem adormecido quando principiou uma tempestade. O homem levantou-se e disse paz, acalmando a tormenta. E a segunda compreendeu que levava o rei do Céu e da Terra. Tempos mais tarde,
numa sexta-feira, as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nelas. A terceira árvore sentiu-se terrível e cruel. Mas, no domingo seguinte, ela soube que o homem havia morrido para salvar a humanidade. As pessoas sempre lembrariam de Deus e de seu Filho quando olhassem para a cruz.
A realização dos sonhos das árvores foi muito maior do que elas imaginavam.
Assim, nunca deixe de acreditar em seus sonhos, mesmo que aparentemente impossíveis de se realizar.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
A honestidade não tem preço
A história é comovente. Fala de uma honestidade a toda prova, e é contada por Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração no nordeste da Sibéria.
Vladimir tinha um companheiro de prisão chamado Andrey.
Ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o alimento que se dava aos prisioneiros políticos não tinham por objetivo mantê-los vivos por muito tempo.
A taxa de mortalidade era extremamente alta, graças ao regime de fome e aos trabalhos forçados. E como é natural, os prisioneiros, em sua maioria, roubavam tudo quanto lhes caía nas mãos.
Vladimir tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar - coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de quase três mil quilômetros de distância.
Guardava aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo.
Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo. E porque não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse:
Deixe-a comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo.
No dia seguinte da sua partida, uma tempestade de neve que durou três dias tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões.
Vladimir sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as coisas deviam andar muito mal.
Só dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao campo.
Chegou à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não viu Andrey entre os demais.
Dirigiu-se ao capataz e lhe perguntou:
Onde está Andrey?
Enterrado numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros, respondeu ele.
Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você.
Vladimir sentiu um forte aperto no coração.
Nem minha manteiga nem os biscoitos puderam salvá-lo, pensou.
Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo:
Prezado Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Você sabe o endereço.
Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas, Andrey.
* * *
Ser honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a felicidade.
E a fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção da Luz.
Uma amizade sólida e duradoura só se constroi com fidelidade e honestidade recíprocas.
Somente as pessoas honestas e fieis possuem a grandeza d'alma dos que já se contam entre os Espíritos verdadeiramente livres.
Pensemos nisso!
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