quinta-feira, 30 de abril de 2015

Deus

Certo dia, a professora perguntou as crianças, quem saberia explicar quem é DEUS. Uma das Crianças levantou o braço e disse, DEUS é nosso Pai, ele fez a terra, o mar, e tudo o que esta na terra, Ele nos fez como seus filhos. A professora querendo buscar mais respostas prosseguiu... Como você sabe que DEUS existe se nunca o viu? A sala toda ficou em silêncio. Pedro, um menino muito tímido, levantou a mão e disse: a minha mãe falou, que DEUS é como o açúcar no meu leite, que ela faz todas as manhãs. Eu não vejo o açúcar que está dentro da caneca, no meio do leite, mas se ela tira, fica sem sabor. A Professora sorriu e disse: muito bem Pedro, ensinei muitas coisas a vocês, porem você me ensinou algo mais profundo, eu agora sei que DEUS é nosso açúcar e que esta todos os dias adoçando nossa vida. Deu-lhe um beijo e saiu surpresa com a resposta daquela criança. A sabedoria não está no conhecimento, mas na presença de DEUS em nossa vida. Não se esqueçam de todos os dias, colocar "AÇÚCAR" em sua vida. Acredite, JESUS TE AMA E ele é o mais doce sentimento de AMOR. Uma vida doce e cheia de açúcar a todos meus anjos iluminados... Bjss de Luz

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Basta não pisar

Basta não pisar... – Avô, porque é que és tão velhinho? Assim mesmo, sem roupagem, sem artifícios, sem ironia ou maldade, apenas a pergunta, a curiosidade. A interrogação, pelo inesperado e brusco que continha, subsistia no ar que envolvia os dois antípodas do tempo e no ar curioso que vestia o rosto infantil do fedelho. – Porque é que sou tão velho?... bem… – depois daquele início inesperado de “conversa”, o avô recuperava a pose de adulto que tudo sabe e, acima de tudo, ganhava algum tempo, o tempo suficiente, esperava ele, para responder alguma coisa de jeito. – Sou velho porque já vivi muitos dias, muitos meses, muitos anos. – a sua resposta tentava adequar-se ao nível simples da linguagem informal e pouco profunda do neto, enquanto olhava “raposamente”, de soslaio, por entre pestanas semicerradas, através das muitas dioptrias das lentes de uns óculos que aparentavam ter quase tantos anos como ele próprio. – Então, e o que é que acontece aos velhinhos como tu? – aqui, o avô não deixou de notar na reiterada meiguice do “inho” já utilizado em ambas as perguntas e achou que devia explicar algo melhor a sua ideia. Afinal de contas, já havia muito tempo que não falava com alguém que se mostrasse minimamente interessado naquilo que ele pensava, fosse de si mesmo ou de outra coisa qualquer. – Sabes, as pessoas como eu, aquelas que já vivem há imenso tempo, são como as folhas das árvores. Primeiro, são fortes, frescas e vistosas; mais tarde, começam a faltar-lhes a memória e a força e amarelecem, por dentro e por fora; por fim, caem das árvores, que as seguravam e onde tinham nascido e vivido, para o chão. Umas vezes, são as forças da natureza que as empurram mas, outras vezes, até parece que são elas próprias que se deixam cair, suavemente embaladas como um berço de bebé. – Mas, no chão, elas ainda são folhas, não é!? – desta vez, o avô não conseguiu perceber se o neto estava afirmando, se pretendia fazer outra pergunta ou se estava apenas a concluir e fez-se silêncio. Como sentisse que estava a ser observado, como um mamute pré-histórico é observado por um geólogo, o idoso e paciente homem decidiu entender as últimas palavras do neto como mais uma questão a desenvolver e continuou. – Uma vez no chão, as folhas são levadas pelo vento, para longe da árvore onde sempre estivera, para um canto qualquer onde já outras folhas bafientas, sem préstimo algum, se encontram e outras continuam a chegar, num ritmo triste e desesperançado, esquecidas pelos outros e mesmo delas próprias… – o avô agora divagava, ao sabor da imagem amarga que acabara de criar e assim continuou. – Depois de juntas as folhas, pelo vento ou pela vassoura de alguém, secam, definham e quebram-se em pedacinhos, queimam-se ou são, de novo, pisadas pelas pessoas que, distraídas, nem se apercebem da sua existência… Dito isto, o velhote acordou da sua história e apercebeu-se da existência do ar atipicamente austero e compenetrado na face do neto que, de imediato, ali lhe prometeu veementemente: – Nunca mais vou pisar as folhas das árvores! – parecia que o rapaz se tinha comprometido para a vida, cedo demais, para uma viagem que achava que tinha compreendido. Não é isto mesmo que se espera de uma criança?... Assim, ao ver o aspecto demasiado sério que a conversa tomara, o avô tomou a mão do circunspecto neto, como se cumprimentasse honradamente a mão de outro homem, e disse-lhe: – Não é necessário não pisares as folhas, basta que nunca pises as pessoas! Apertando a mão do avô, com a honradez própria de um homem sério e digno, sentiu-se algo confuso mas recompôs-se, limpando o sobrolho ligeiramente vincado pelo turbilhão de coisas que não sabia se entendia ou não, o neto rematou a conversa: – Vou jogar à bola, queres vir? – e correu para o pequeno jardim da casa, pontapeando uma bola contra o muro e gritando entusiasmado com amigos e público imaginários, pisando a relva e as folhas amarelecidas pelo Outono prematuro, que tinham já tombado das árvores que antes as seguravam. – Já vou, já vou… – murmurou o avô, falando mais com um amigo imaginário, que já o acompanhava há muito, do que com o neto, que já nem o ouvia – devagarinho mas ainda vou. Este jardim precisa ser limpo. As árvores, este ano, perderam mais folhas e, ainda, mais cedo do que habitualmente…

A rosa e o sapo

Era uma vez uma rosa muito bonita, a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava. Irritada com a descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora. O sapo, humildemente, disse: - Está bem, se é o que deseja. Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê-la acabada, sem folhas nem pétalas. Penalizado, disse: - Que coisa horrível, o que aconteceu com você? A rosa respondeu: - As formigas começaram a me atacar dia após dia, e agora nunca voltarei a ser bela como era antes. O sapo respondeu: - Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a rosa mais bonita do jardim. Muitas pessoas desvalorizam os outros por acharem que são superiores, mais bonitas ou mais ricas. Deus não fez ninguém para "sobrar" neste mundo. Ninguém deve desvalorizar ninguém. Na escola da vida, todos temos algo a aprender ou a ensinar...ღ Autor desconhecido

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O nó do afeto

Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível. Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana. Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles. A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante. E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho. Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo. Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias. É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras. É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho. E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O poder da palavra

"O Poder das Palavras Sempre num lugar onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: -Vejam como sou feliz! - Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado. Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior. Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse: - Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa? - Vamos lá. Só tenho a ganhar', respondeu o mendigo. Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí pra frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele: - Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!' As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: - Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero. Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: - Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado. E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças. Uma repórter ironicamente questionou: - O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida? Respondeu o homem, cheio de bom humor: - Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!"

Rolinhas

"Rolinhas Há tempos, um bando de mais de mil rolinhas habitava numa floresta da Índia. Viviam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de rolinhas. Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e as levava numa cesta para vender. Mas uma das rolinhas era muito sábia e disse: - Irmãs! Elaborei um plano muito bom. Quando o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por dentro de um furo da rede e todas alcançaremos voo juntas, levando-a conosco. Depois de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede num espinheiro e fugiremos. Todas concordaram com o plano. No dia seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia rolinha havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram. Enquanto o caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve de voltar para casa. Isso aconteceu durante várias tentativas, até que, afinal, a mulher do caçador se aborreceu e indagou: - Por que você nunca mais conseguiu pegar nenhuma rolinha? O caçador respondeu: - O problema é que todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si. Se ao menos elas começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las. Dias depois, uma das rolinhas acidentalmente esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão. - Quem esbarrou na minha cabeça? - perguntou raivosamente a rolinha ferida. - Não se aborreça. Não tive a intenção de esbarrar em você - disse a primeira. Mas a rolinha machucada continuou a discutir: - Eu sustentei todo o peso da rede! Você não ajudou nem um pouquinho! - gritou. A primeira então se aborreceu e em pouco tempo estavam todas envolvidas na disputa. Foi quando o caçador percebeu a sua chance. Imitou o chamado das rolinhas e jogou a rede sobre as que se aproximaram. Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se ajudaram a içar a rede. Portanto, o caçador ergueu-a sozinho e enfiou as rolinhas dentro da cesta. Enquanto isto, a sábia rolinha reuniu as amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões causam desgraças." fábula budista (muraljoia.com.br)

A águia e a galinha

Uma Águia ou uma Galinha? Existia uma grande montanha onde as águias tinham seus ninhos. Um dia, um tremor de terra fez com que um dos ovos de águia rolasse montanha abaixo. Ele rolou até parar no terreiro de uma fazenda ao pé da montanha. As galinhas, como sempre muito responsáveis, decidiram cuidar do ovo e uma galinha mais velha ficou com a incumbência de chocá-lo e cuidar da educação da pequena ave. Após algumas semanas, o ovo se abriu e uma bela águia nasceu. Infelizmente, a pequena águia foi criada como uma galinha e passou a acreditar que era mais uma ave do galinheiro da fazenda. A águia amava seu lar e sua família, mas, intimamente, seu espírito sonhava com algo mais. Um dia, enquanto ciscava o chão à procura de insetos, a águia olhou para o céu e viu um grupo de poderosas águias voando muito alto. “OH”, a águia gritou, “como eu gostaria de voar como aquelas aves”. As galinhas riram e zombaram: - Você não pode voar como aquelas aves. Você é uma galinha, e galinhas não voam. ilustração, águia, galinha, superação, vitória A águia continuou a mirar sua verdadeira família, sonhando que poderia estar lá em cima com aquelas belas aves. Mas toda vez que ela revelava seus sonhos, era lembrada que isto não era possível. Isto foi o que a águia aprendeu a acreditar. Com o passar do tempo, a águia parou de sonhar e continuou a viver sua vida de galinha. Finalmente, após muitos anos vivendo como galinha, a águia morreu. Você está vivendo como águia ou como galinha?

O Lápis

"A parábola do Lápis, a salvação! No princípio o fazedor de lápis falou ao lápis dizendo: - Precisas saber cinco coisas antes que eu te mande ao mundo. Lembre-as sempre e tornar-te-ás no melhor lápis que podes ser, isto poderá ser sua salvação. PRIMEIRO: Serás capaz de fazer grandes coisas, mas apenas se permitires ser seguro pelas mãos de alguém, isto poderá ser sua salvação. SEGUNDO: De tempos em tempos experimentarás cortes doloridos, mas isto é necessário para que te tornes um lápis melhor, isto poderá ser sua salvação. TERCEIRO: Tens a habilidade para corrigir qualquer erro que possas cometer, isto poderá ser a salvação de outros. QUARTO: O mais importante em ti será sempre o que está dentro. QUINTO: Tens de continuar escrevendo em qualquer condição. Deves sempre deixar uma marca clara e legível, não importa o quão difícil seja a situação. O lápis compreendeu, prometendo lembrar, e foi para a caixa ciente do desejo do seu criador. Agora substituindo o lugar do lápis por ti; lembre-as sempre e nunca te esqueças, e tornar-te-ás a melhor pessoa que podes ser. 1 -Serás capaz de grandes coisas, mas somente se permitires ser sustentado pelas mãos de Deus, e deixar que outros se aproximem para partilhar dos muitos dons que tens. 2 -De tempos em tempos experimentarás sofrimentos profundos, ao enfrentar os vários problemas, mas isto te será necessário para te tornares uma pessoa forte. 3- Serás capaz de corrigir erros que talvez cometas, e mesmo crescer com eles. 4- O mais importante será sempre o que está dentro de ti. 5 - Por onde andares, tens de deixar tuas marcas. Não importa a situação, deves continuar servindo a Deus em tudo. Todo mundo é como um lápis... Feito pelo Criador com um propósito único e especial. Compreender e lembrar permite-nos continuar a vida com significado no coração e na relação diária com Deus.

Historia

Há sempre boas recordações das doces palavras que trocamos. Há sempre lembranças que nos inspiram a voltar atrás, a reviver os dias pelos quais passamos e que nos trouxeram bons sentimentos... Aqueles dias que nos trouxeram pessoas encantadoras, verdadeiras... Pessoas que passamos a amar, a cuidar, a dividir nossa história. Aquelas pessoas que vem e que passam como um vento forte, transformando tudo, modificando tudo... Ou aquelas que vem como a brisa leve de uma manhã ensolarada... Preenchem os cantos vazios do nosso dia; enchem as páginas dos nossos livros com histórias incríveis. Há sempre boas lembranças que o coração gosta de levar para sempre, que a gente gosta de manter como um pedacinho de esperança... Há sempre um pouquinho de vontade de rever novamente os amigos de infância, as paixões da adolescência, as conversas que marcaram nossa época. Há sempre bons momentos... Grandes ou pequenos. E para cada um deles, há também boas e grandes lembranças.

A menina invisivel

Qual será o segredo da menina invisível? Qual será o segredo da menina invisível? Hoje eu sonhei com uma menina que aprendeu a ser invisível no quintal da avó Raimunda!         Ela adorava brincar com as amigas naquele quintal grandão da casa da avó, onde corria com uma boneca de plástico na mão. Repentinamente ela atravessava a porta da cozinha correndo e ninguém sabe como desaparecia no meio da casa. O mais incrível é que ninguém conseguia encontrá-la! Apenas uma pessoa era capaz de quebrar o encanto da menina invisível e fazê-la aparecer novamente! Essa pessoa é a avó Raimunda que era muito brava. Também como não ficar brava se a menina desaparecia subindo nas árvores! A menina podia até ser invisível, mas tinha um coração bem grande, tão grande que adorava brincar com os animais, assim vivia correndo atrás das galinhas e dos pintinhos no quintal da vovó. A noite chegava e os olhos da menina brilhavam com as luzes verdes e azuis dos vagalumes riscando a escuridão do quintal. Quase invisível na escuridão da noite a menina corria e pegava os vaga-lumes na mão, eles eram cascudos, alguns acendiam luzes verdes, enquanto outros acendiam luzes azuis, depois a menina abria as mãos e via os vaga-lumes saírem voando novamente. Sabe! As vovós são muito importantes para a gente! Tudo nelas é mágico! Vocês já prestaram atenção nas histórias que elas contam! Se vocês prestarem atenção vão acabar viajando no tempo! Acho até que a comida que elas fazem tem alguma mágica, pois deixam os netinhos superfortes. A vovó Raimunda sabia fazer a mágica de ensinar, era com magia que ela ensinava a menina invisível a cozinhar e a fazer doces. Ensinava contando histórias que a menina adorava ouvir, inclusive em uma história a vovó falou assim: Maria! Tome muito cuidado quando você for mexer com as borboletas, pois elas são venenosas e fique sabendo que quando elas soltam as asas, algumas viram formigas e outras viram lagartas! O tempo passou e Maria pensou: Naquele quintal tudo era mágico e maravilhoso, mas nada se comparava às brincadeiras de esconde-esconde em que ela brincava com a grande amiga Marta e sua irmã Tereza, pois brincando de esconde-esconde Maria corria pela casa e simplesmente desaparecia escondida em algum lugar secreto, nem adiantava procurar porque naquele momento ela se transformava na menina invisível. Agora fiquei curioso! Qual seria o grande segredo para Maria se tornar a menina invisível? Será que era o seu esconderijo secreto debaixo da cama ou a casa da vovó que tinha algum segredo mágico escondido, já que aquela casa era cheia de magia e encantos. Fico pensando se era a casa ou se era a vovó que tinha mágica nas palavras, no colo quentinho e na comida que fazia? Os poderes da vovó eram tão grandes que ela nunca foi esquecida e também se tornou uma menina invisível morando nos pensamentos, nos sonhos e no coração de Maria. Encontrar Maria é uma coisa meio complicada! Às vezes ela está aqui e de repente some, porque ela é a menina invisível.

O amor

A Amor Um pescador certa vez pescou um salmão. Quando viu seu extraordinário tamanho, exclamou: "Que peixe maravilhoso! Vou levá-lo ao Barão! Ele adora salmão fresco." O pobre peixe consolou-se, pensando: "Ainda posso ter alguma esperança." O pescador levou o peixe à propriedade do nobre, e o guarda na entrada perguntou: "O que tem aí?" "Um salmão", respondeu o pescador, orgulhoso. "Ótimo", disse o guarda. "O Barão adora salmão fresco." O peixe deduziu que havia motivos para ter esperança. O pescador entrou no palácio, e embora o peixe mal pudesse respirar, ainda estava otimista. Afinal, o Barão adora salmão, pensou ele. O peixe foi levado à cozinha, e todos os cozinheiros comentaram o quanto o Barão gostava de salmão. O peixe foi colocado sobre a mesa e quando o Barão entrou, ordenou: "Cortem fora a cauda, a cabeça, e abram o salmão." Com seu último sopro de vida, o peixe gritou em desespero: "Por que você mente? Se realmente me ama, cuide de mim, deixe-me viver. Você não gosta de salmão, gosta de si mesmo!"

As flores e a velhinha

Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias, ele pegava o ônibus e viajava cinqüenta minutos até o trabalho. À tardinha, fazia a mesma coisa voltando para casa. No ponto seguinte ao que o homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar à janela. Abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus. Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. Certa vez, ele sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu: — Boa-tarde. Desculpe a curiosidade, mas o que a senhora está jogando pela janela? — Boa-tarde, respondeu a velhinha. Jogo sementes. — Sementes? Sementes de quê? — De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. Gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho... Imagine como seria bom. — Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos? A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada? — Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e, com o tempo, vão brotar. — Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água... — Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer. Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu "trabalho". O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio caduca. O tempo passou... Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto: olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias... A paisagem estava colorida, linda. O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo. — A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado. O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. "Quem diria, as flores brotaram mesmo", pensou. "Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pôde ver esta beleza toda." Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado: — Olha, mãe, que lindo, quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas azuis? Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, ela devia estar feliz. Afinal, tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentouse numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso... Autor Desconhecido

O cavalo e o burro

O cavalo e o burro Monteiro Lobato O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado! gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse: — Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um. O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada. — Ingênuo! Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo? O burro gemeu: — Egoísta, Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha. O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta. Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade. — Bem feito! exclamou o papagaio. Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso? Tome! Gema dobrado agora…