quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A pena encantada

Era uma vez um rei muito mau. Ele não gostava de seres mágicos, e ordenava que eles fossem aprisionados na gruta escura. A gruta escura era um lugar encantado. Quem lá entrasse, perdia seus poderes mágicos e ficava percorrendo sempre o mesmo caminho, sem conseguir localizar a saída. Temerosos de ficarem perdidos naquele labirinto, os duendes, os gnomos, os elfos, as fadas e até mesmo as bruxas se afastaram daquele reino. Mas a distância era apenas física, porque o pensamento deles se mantinha preso à desventura dos amiguinhos capturados. Certo dia, o inesperado aconteceu... Samuel, um contador de histórias, ignorando todos os conselhos e advertências dos amigos, resolveu fazer uma visita àquele reino voltado exclusivamente para esta realidade. Embora Samuel fosse um sonhador, ele não tinha o pensamento ancorado nas nuvens!... Ele acreditava na magia, e os seus sonhos eram luminosos, dourados e tangíveis. Ele amava a fantasia porque ela emprestava suas cores alegres a esta realidade sombria. Por mais que os amigos de Samuel, ao vê-lo partir, e os habitantes daquele reino, onde ele se instalara, dissessem que ele era louco em desafiar o rei, ele permanecia tranquilo, com um sorriso sereno iluminando sua personalidade cativante. O próprio rei, em outras circunstâncias, teria sentido admiração e respeito por Samuel. Mas como ele poderia convidar para morar em seu castelo e colocar sob sua proteção um homem que contrariava suas ordens e proibições?!... Não!... A realidade era a rainha suprema daquele reino, e a fantasia precisava ser pisoteada e banida!... Quanto a Samuel, o rei jurou que ele teria o fim que merecia: faria companhia aos seres que tanto amava, na gruta escura. Ser aprisionado na gruta escura não era o fim que Samuel merecia, mas era certamente a oportunidade que ele desejava. Dois anos antes, ele havia entrado em uma loja de livros usados, para renovar o seu repertório, e encontrou uma pena dentro de um dos livros que adquiriu. Nesse livro, havia uma história sobre o príncipe da terra da fantasia. De posse de uma pena encantada, ele libertou os seres mágicos da opressão de um rei que condenava a magia. Samuel não perderia por nada a oportunidade de verificar se a pena era mesmo encantada. Quando ele entrou na gruta escura, contou aos serezinhos que possuía a pena e que os libertaria. Embora eles estivessem muito tristes, ainda conseguiram rir da desgraça, e um deles exclamou: “Tolo!... Você não deve acreditar em tudo o que lê!... Nós existimos, mas nem tudo o que dizem sobre nós é verdadeiro!... Se nós, que possuíamos poderes mágicos, ficamos presos nesta armadilha, como você e essa sua pena poderiam nos libertar?!...  Procure um lugar para esperar a morte e mantenha a boca fechada!... Você ainda tem sorte de ser mortal!... Para nós, esta prisão será eterna!...”. Em meio àquela escuridão, Samuel não conseguia ver os seres que se reuniam ao seu redor. De nada adiantaria rebater o que um deles dissera!... Ele teria que agir e provar que a pena era mesmo encantada!...  Ele retirou a pena do bolso da camisa, fechou os olhos e concentrou toda a sua energia no desejo de que a história que ele tinha lido fosse real, de que a pena fosse encantada, e de que, após se tornar o príncipe da terra da fantasia, teria permissão para viver ao lado daquelas criaturas mágicas. Era esse o grande sonho de Samuel: pertencer a uma realidade mágica!... E a magia que a pena guardara durante séculos começou a funcionar... O brilho, no início tímido, aos poucos foi se intensificando e só se extinguiu depois que todos os seres haviam recuperado seus poderes mágicos. O encantamento da gruta escura tinha sido desfeito... Os raios do sol iluminavam e revelavam a saída. Os seres mágicos sorriam e endereçavam olhares de agradecimento a Samuel. O coração de Samuel também estava em festa!... Ele se sentia responsável pelo destino daquelas criaturinhas tão frágeis e, ao mesmo tempo, tão poderosas!... Após a coroação, uma fada entregou a Samuel um cálice que continha a água da fonte da juventude. Ele agradeceu sorrindo e bebeu o líquido que o tornaria imortal

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Cicatriz

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando seus colegas de colégio o viam, franziam a testa porque a cicatriz era muito feia. Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio. O professor levou o caso à diretoria do colégio. A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão: Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o último a entrar em sala de aula e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás. O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao conhecimento do menino a decisão, ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ. A turma concordou, e no dia marcado o menino entrou, dirigiu-se à frente da sala de aula e começou a relatar: - Sabe turma, eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri: minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa e passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade... A turma estava em silêncio atenta a tudo. O menino continuou: - Além de mim, havia mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida. Silêncio total em sala. -... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira, começou a pegar fogo. Minha mãe correu até o quarto em que estávamos, pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora. Havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira pegavam fogo e estava muito quente... Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois tinha que pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chamas. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali não deixaram. Eu via minha mãe gritar: - Minha filhinha está lá dentro! Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha... Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí por entre as pessoas sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... Neste momento vi cair alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou em meu rosto... A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada. O menino continuou: - Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha, me beija porque sabe que é marca de AMOR. Vários alunos choravam, sem saber o que dizer ou fazer, mas o menino foi para o fundo da classe e quietamente sentou-se. Para você que LEU esta história, pense o seguinte: o mundo está cheio de CICATRIZES. Não falo da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se vêem. Estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações. Autor Desconhecido

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O Gigante que gostava de ouvir histórias

O GIGANTE QUE GOSTAVA DE OUVIR HISTÓRIAS Era uma vez um gigante Que gostava de ouvir histórias. E os homenzinhos do reino vizinho, Temendo o gigante, inventavam, Todos os dias, histórias e mais histórias... E o gigante se divertia Com as histórias Que os homenzinhos Passavam o dia inventando. Entretanto, houve um dia Em que os homenzinhos Pareciam estar todos De cabeça vazia. Nada, nenhuma ideia surgia. E o gigante esperava, se impacientava, E o medo dos homenzinhos crescia. Conduzido pelo temor, Um dos homenzinhos começou A contar uma história que todos, Naquele reino, conheciam: “Era uma vez um gigante Que gostava de ouvir histórias. E os homenzinhos do reino vizinho, Temendo o gigante, inventavam, Todos os dias, histórias e mais histórias... E o gigante se divertia Com as histórias Que os homenzinhos Passavam o dia inventando. Entretanto, houve um dia Em que os homenzinhos Pareciam estar todos De cabeça vazia. Nada, nenhuma ideia surgia. E o gigante esperava, se impacientava, E o medo dos homenzinhos crescia. Conduzido pelo temor, Um dos homenzinhos começou A contar uma história que todos, Naquele reino, conheciam:” Você ainda está aí, Prestando atenção à história?! Deseja ouvi-la novamente?! Você parece aquele gigante Que gostava de ouvir histórias. E os homenzinhos do reino vizinho..

A Felicidade está em suas mãos

A FELICIDADE DO REINO ESTÁ EM SUAS MÃOS O que você pensa que eu, Caetano Augusto Petrarca dos Anjos, vim fazer aqui?!... Se você imaginou que eu tivesse vindo buscar uma solução para o problema dos homenzinhos, enganou-se terrivelmente, porque esse conflito já foi resolvido de modo inteligente e pacífico. Eu ouvi dizer que, certo dia, um dos homenzinhos chamou o gigante e disse: “Se você deseja continuar ouvindo as histórias, terá que nos auxiliar na realização das tarefas. Desse modo, sobrará tempo para todos nós nos divertirmos”. O gigante, que adorava as histórias que os homenzinhos contavam, concordou em ajudá-los. O reino dos homenzinhos prosperou, e todos viveram felizes para sempre. Você deve estar se perguntando: “Se o Caetano não veio para me falar sobre a história do gigante, por que ele ainda está aqui?!...” Espere só um minuto que eu já satisfarei a sua curiosidade... Existe um problema sim, mas é em outro reino... Um reino que está sendo ameaçado por um dragão que cospe enormes labaredas!... E o rei me enviou para ordenar que você quebre o feitiço. Você parece surpreso com o que eu disse, mas é a mais pura verdade: o rei descobriu que o dragão é um príncipe encantado. O feitiço só poderá ser desfeito se uma criança de coração puro ler, em voz alta, três histórias que tenham um final feliz. Eu imagino o que você deve estar pensando: “O Caetano só pode estar mentindo, porque é impossível que, naquele reino, não existam crianças!... Todas elas têm o coração puro.” Concordo plenamente: qualquer criança daquele reino poderia quebrar o encanto. Mas existe um pequeno detalhe: elas não sabem ler. É por esse motivo que o rei precisa de sua ajuda. Quando você terminar de ler as histórias, o dragão voltará a ser um príncipe. Ele se apaixonará pela filha do rei, e todos, naquele reino, viverão felizes para sempre. Mas lembre-se: se você não ler as histórias, o dragão continuará sendo uma ameaça para os habitantes daquele reino. É você quem decide como essa história irá terminar

A Bruxinha patrulheira

CAETANO, RUI E A BRUXINHA PATRULHEIRA   Caetano: Por que não estamos conseguindo fazer a postagem?!... O que está acontecendo?!... Rui: É sempre você quem me pede para não fazer perguntas difíceis!... Você conseguiu entrar em contato com a Sisi? Caetano: Não. É bem provável que ela também esteja tentando se comunicar conosco. Você não tem a sensação de estar sendo observado?!... Rui: Talvez Verônica esteja tentando entrar em contato. Caetano: Não. Não é Verônica!... Eu receio que estejamos presos em uma dimensão desconhecida. Eu sinto uma presença que não é benéfica!... Bruxinha Patrulheira: Você está sentindo a presença da Bruxa Destruidora de Histórias, porque foi aprisionado em uma de suas câmaras. Você e o garoto devem ser muito especiais!... Aquela bruxa horrorosa conseguiu prendê-los, mas não conseguiu levá-los. Rui: Quem é você?!... Bruxinha Patrulheira: Sou uma das Bruxas Patrulheiras. Eu e minhas amigas protegemos os contos de fada. A Bruxa Destruidora de Histórias captura vários personagens e depois os obriga a atuarem em histórias que eles desconhecem. Os contos ficam embaralhados, e os personagens não conseguem mais se libertar. A que história vocês pertencem? Caetano: Não pertencemos a história nenhuma. Bruxinha Patrulheira: Mas estão escrevendo sua própria história!... Quem os criou os amou tanto que lhes deu vida. Vocês são inteligentes demais para se encaixarem em uma história que os obrigaria a repetir sempre as mesmas falas. A Bruxa Destruidora de Histórias deve ter ficado furiosa por não ter conseguido colocar as mãos em vocês. Fechem os olhos e voltem à dimensão à qual pertencem. Rui: Pai, agora que estamos de volta, poderíamos escrever uma história contando o que aconteceu. Caetano: Esqueça, Rui, porque ninguém acreditaria!... Seria mais fácil pensarem que estamos mentindo ou, na melhor das hipóteses, inventando!... A verdade é que ninguém acreditaria em nós!...

O sonho

A REALIZAÇÃO DO SONHO DE JEREMIAS Jeremias passava horas na floresta, tentando localizar o portal que o conduziria à dimensão dos sonhos realizados. Muitas pessoas diziam que outras dimensões não existiam, mas Jeremias parecia não ouvi-las. Todas as manhãs, ele saía de casa e atravessava a estrada que separava a vila da floresta. Houve uma ocasião em que Jeremias demorou muito a voltar para a vila, e seus amigos começaram a ficar preocupados!... Quando ele retornou, o sorriso que trazia despertou a curiosidade de todos. Intrigados, os amigos perguntaram se ele havia encontrado o portal, e Jeremias, ostentando aquele sorriso enigmático, preferiu calar-se. A partir daquele dia, em vez de passar horas na floresta em busca do portal, Jeremias começou a dedicar-se aos estudos. Sete anos depois, Jeremias realizava o seu sonho de tornar-se advogado. Ele sorriu daquele modo enigmático quando ouviu um amigo comentar: “Eu lhe disse que aquela história de portal era bobagem!... Você só se formou, porque trabalhou e estudou arduamente!...” Enquanto Jeremias permanecia sorrindo, a lembrança do que aconteceu na última vez em que ele entrara na floresta, em busca do portal, visitava a sua mente e acariciava o seu coração!... Embora ele tivesse localizado a árvore cujo tronco abrigava o portal, ele não teve acesso à dimensão dos sonhos realizados. Em vez disso, ele viu o seu reflexo estampado no tronco da árvore e reconheceu sua própria voz quando ouviu as palavras: “A descoberta do portal não lhe entregará o seu sonho realizado, mas plantará sementes de esperança em seu coração. Eu sou você daqui a sete anos. Se você perseverar durante esse tempo, logo estará formado e será  um advogado próspero como eu. Apesar disso, não pense que poderemos nos encontrar novamente, porque eu estarei sempre muitos passos à sua frente. Eu sou o seu entusiasmo e planto sonhos em seu coração. Os sonhos só perecerão se você desistir deles.”

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A lenda do Sol

Característica da Lenda do Sol Lenda do Sol Para os índios o sol era gente e se chamava KUANDÚ. Kuandú tinha três filhos: um é o sol que aparece na seca; o outro, mais novo , sai na chuva e o filho do meio ajuda os outros dois quando estão cansados. Há muito tempo um índio teria comido o pai de kuandú. Por isso este queria se vingar. Uma vez Kuandú estava muito bravo e foi para o mato pegar coco. Lá encontrou o índio em uma palmeira inajá. Kuandú disse que ele ia morrer, mas o índio foi mais rápido acertando-o com um cacho de coco na cabeça. Foi aí tudo escureceu. As crianças começaram a morrer de fome porque o índio não podia trabalhar na roça e nem pescar pois estava tudo escuro. A mulher de Kuandú mandou o filho sair de casa e ficou claro de novo. Mas só um pouco porque era muito quente para ele. O filho não agüentou e voltou para casa. Escureceu de novo. E assim ficaram os 3 filhos de Kuandú entrando e saindo de casa. Portanto , quando é sol forte , é o filho mais velho que está fora de casa. Quando é sol mais fraco é o filho mais novo. O filho do meio só aparece quando os irmãos ficam cansados. (Lenda indígena )

Lenda da Lua

Características da Lenda da Lua Lenda da Lua A lenda indígena da Lua, conta que Manduka namorava sua irmã. Todas as noites ia deitar-se com ela, mas não mostrava o rosto e nem falava , para não ser identificado. A irmã, muito curiosa, tentando descobrir quem era que deitava com ela, passou tinta de jenipapo no rosto de Manduka. Ele ao levantar-se pela manhã lavou o rosto , porém as marcas da tinta não saiu. Foi assim que ela descobriu com quem deitava-se. Ficou muito brava, com muita vergonha e chorou muito. Manduka também ficou com vergonha pois todos ficaram sabendo o que ele tinha feito. Então Manduka subiu numa árvore que ia até o céu. Depois desceu para dizer a sua tribo que ia voltar para árvore e não desceria nunca mais. Levou com ele uma cotia pra não sentir-se muito só. Foi assim que Manduka virou a lua. E é por isso que a lua tem manchas escuras, umas são por causa da tinta de jenipapo que a irmã passou em seu rosto e as outras manchas na lua é a cotia que ele levou, comendo um coco. (Lenda indígena )

A lenda do Haloween

Lenda do Halloween A Lenda do Halloween As Lendas do Halloween, é muito popular nos Estados Unidos e Inglaterra, celebrada no dia 31 de outubro. Dia das bruxas O Halloween acontece nas noites dos dias 31 de Outubro que são geralmente celebradas com festas a fantasia, fogueiras e com crianças fantasiadas de monstros, fantasmas, bruxas, etc., visitam as casas e recebem doces e dinheiro (brincadeira de "trick or treat", "travessuras ou doces"). Costumam furar aboboras em forma de face humana e dentro colocam velas acesas para dar a ideia de terror. Os sacerdotes Druidas da Gra-Bretanha Antiga acreditaram que as bruxas, demonios e espritos de pessoas mortas ficavam pairando na vespera de 1 de novembro. Para se proteger dos maus espiritos, os Druidas ofereciam a eles coisas para comer e se disfarcavam com mascaras, para que os espritos nao lhes fizessem mal. Levado para os Estados Unidos pelos colonizadores, o Halloween, hoje em dia, eh uma das festas mais populares em muitos paises, inclusive aqui no Brasil. A igreja catolica designou o dia 1 de novembro para honrar todos os santos (All Saints or All Hallows). A noite anterior ao Dia de Todos os Santos (All Saints Day) era chamada Noite de Todos os Santos (All Hallows Even). Esta expressao (All Hallows Even) foi abreviada para Halloween. Na Vespera do Dia de Todos os Santos. Alguns significados simbólicos caldeirão: fazia parte da cultura - como mandaria a tradição. Dentro dele, os convidados devem atirar moedas e mensagens escritas com pedidos dirigidos aos espíritos. vassoura: simboliza o poder feminino que pode efetuar a limpeza da eletricidade negativa. Equivocadamente, pensa-se que ela servia para transporte das bruxas. moedas: devem ser recolhidas no final da festa para serem doadas aos necessitados. aranha - simboliza o destino e o fio que tecem suas teias, o meio, o suporte para seguir em frente. morcego - simbolizam a clarividência, pois que vêem além das formas e das aparências, sem necessidades da visão ocular. Captam os campos magnéticos pela força da própria energia e sensibilidade. sapo - está ligado à simbologia do poder da sabedoria feminina, símbolo lunar e atributo dos mortos e de magia feminina. gato preto - símbolo da capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade. Plena harmonia com o Universo Cores: Laranja - cor da vitalidade e da energia que gera força. Os druidas acreditavam que nesta noite, passagem para o Ano Novo, espíritos de outros planos se aproximavam dos vivos para vampirizar a energia vital encontrada na cor laranja. Preto - cor sacerdotal das vestes de muitos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes em geral. Cor do mestre. Roxo - cor da magia ritualística. abóbora: simboliza a fertilidade e a sabedoria vela: indica os caminhos para os espíritos do outro plano astral.

Lenda da caipora

Características da Lenda da Caipora Lenda da Caipora A lenda da Caipora é bastante evidenciada em todo o Brasil. Sua presença vem desde os indígenas, é deles que surgiu este mito. Segundo muitas tribos , principalmente as do Tronco Lingüístico Tupi-Guarani, a Caipora era um Deus que possuía como função e dom o Controle e Guarda das Florestas, e tudo que existia nela.Com o contato com outras civilizações não-indígenas , esta divindade foi bastante modificada quanto a sua interpretação , passando a ser vista como uma criatura maligna. A Caipora apronta toda sorte de ciladas para o caçador , sobretudo aquele que abate animais além de suas necessidades. Afugenta as presas, espanca os cães farejadores , e desorienta o caçador simulando os ruídos dos animais da mata. Assobia , estala os galhos e assim dá falsas pistas fazendo com que ele se perca no meio do mato. Mas, de acordo com a crença popular. É sobretudo nas sextas-feiras, nos domingos e dias santos, quando não se deve sair para a caça, que a sua atividade se intensifica. Mas há um meio de driblá-lo. A Caipora aprecia o fumo. Assim, reza o costume que, antes de sair para caçar no mato , na noite de quinta-feira deve-se deixar fumo de corda no tronco de uma árvore e dizer: " Toma, Caipora , deixa eu ir embora ". A boa sorte de um caçador é atribuída também aos presentes que ele oferece. Assim, por sua vez, os homens encontram um meio de conseguir seduzir a caipora. Mas fracasso na empreitada é atribuído aos ardis da entidade

A lenda do negrinho do Pastoreio

Lenda do Negrinho do Pastoreio A Lenda do Negrinho do Pastoreio É meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil. Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo. Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.

A Lenda do Boto cor de Rosa

Lenda do Boto Cor de Rosa A Lenda do Boto Cor de Rosa Conta na Amazônia, que os botos do rio Amazonas fazem charme para as moças que vivem em vilas e cidades à beira-rio. Eles as namoram e, depois, tornam-se os pais de seus filhos! No início da noite, o boto se transforma em um belo homem e sai das águas, muito bem vestido e de chapéu, para esconder o buraco que todos os botos têm no alto da cabeça (o buraco serve para respirar o ar, já que os botos são mamíferos e têm pulmões, como você). O rapaz-boto vai aos bailes, dança, bebe, conversa e conquista uma moça bonita. Mas, antes do dia surgir, entra de novo na água do rio e se transforma de novo em um mamífero das águas. O boto verdadeiro O verdadeiro boto é um mamífero da ordem dos cetáceos. Há um grupo deles que vive exclusivamente em água doce, de rio. O que vive na América do Sul tem o corpo alongado, de dois a três metros de comprimento. Tem grandes nadadeiras peitorais e cerca de 134 dentes. São cinzentos, mas clareiam com a idade e ficam cor-de-rosa! Botos comem peixes e, às vezes, frutos que caem no rio. A fêmea tem um filhote, que permanece ao seu lado até ficar adulto. Parece que as lendas sobre "botos-homens" só surgiram no Brasil a partir do século XVIII. Pelo menos, nenhum pesquisador encontrou registros mais antigos dessa lenda! Mas, na mitologia dos índios tupis, há um deus - o Uauiará - que se transforma em boto. Esse deus adora namorar belas mulheres. Até hoje, mães solteiras na região do Amazonas dizem que seus filhos são filhos "do boto"! O olho do boto, seco, é considerado um ótimo amuleto para conseguir sucesso no amor. Se o homem quer conquistar uma mulher, dizem que ele deve olhar para ela através de um olho de boto. Desse jeito, ela não vai poder resistir - e vai ficar perdidamente apaixonada..

A lenda do Boitatá

lenda do Boitata O Boitatá é um Monstro com olhos de fogo, enormes, de dia é quase cego, à noite vê tudo. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro, assim, seus olhos cresceram. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. Algumas vezes, assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. No Nordeste do Brasil é chamado de "Cumadre Fulôzinha". Para os índios ele é "Mbaê-Tata", ou Coisa de Fogo, e mora no fundo dos rios. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas, e por onde passa, vai tocando fogo nos campos. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios. A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo, que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animais mortos, e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento. Nomes comuns: No Sul; Baitatá, Batatá, Bitatá (São Paulo). No Nordeste; Batatão e Biatatá (Bahia). Entre os índios; Mbaê-Tata. Origem Provável: É de origem Indígena. Em 1560, o Padre Anchieta já relatava a presença desse mito. Dizia que entre os índios era a mais temível assombração. Já os negros africanos, também trouxeram o mito de um ser que habitava as águas profundas, e que saía a noite para caçar, seu nome era Biatatá. É um mito que sofre grandes modificações conforme a região. Em algumas regiões por exemplo, ele é uma espécie de gênio protetor das florestas contra as queimadas. Já em outras, ele é causador dos incêndios na mata. A versão do dilúvio teve origem no Rio Grande o Sul. Uma versão conta que seus olhos cresceram para melhor se adaptar à escuridão da caverna onde ficou preso após o dilúvio, outra versão, conta que ele, procura restos de animais mortos e come apenas seus olhos, absorvendo a luz e o volume dos mesmos, razão pela qual tem os olhos tão grandes e incandescentes.

Lenda do Currupira

Lenda do Curupira O Curupira gosta de sentar na sombra das mangueiras para comer os frutos. Lá fica entretido ao deliciar cada manga. Mas se percebe que é observado, logo sai correndo, e numa velocidade tão grande que a visão humana não consegue acompanhar. "Não adianta correr atrás de um Curupira", dizem os caboclos, "porque não há quem o alcance". A função do curupira é proteger as árvores, plantas e animais das florestas. Seus alvos principais são os caçadores, lenhadores e pessoas que destroem as matas de forma predatória. Para assustar os caçadores e lenhadores, o curupira emite sons e assovios agudos. Outra tática usada é a criação de imagens ilusórias e assustadoras para espantar os "inimigos das florestas". História do Curupira Estava o Curupira andando pela floresta, quando encontrou um índio caçador que dormia profundamente. O Curupira estava com muita fome e cismou em comer o coração do homem. Assim, fez com que ele acordasse. O caçador levou um susto, mas como ele era muito controlado, fingiu que não estava com medo. O Curupira disse-lhe: - Quero um pedaço de seu coração! O Caçador, que era muito esperto, lembrando-se que havia atirado num macaco, entregou ao Curupira um pedaço do coração do macaco. O Curupira provou, gostou e quis comer tudo. - Quero mais! Quero o resto! – pediu ele. O Caçador entregou-lhe o que havia sobrado, mas, em troca, exigiu um pedaço do coração do Curupira. - Fiz sua vontade, não fiz? Agora você deve dar-me em pagamento um pedaço de seu coração, disse ele. O Curupira não era muito esperto e acreditou que o Caçador havia arrancado o próprio coração, sem ter sofrido nenhuma dor e sem haver morrido. - Está certo, respondeu o Curupira, empreste-me sua faca. O Caçador entregou-lhe a faca e afastou-se o mais que pôde, temendo levar uma facada. O Curupira, porém, estava sendo sincero. Enterrou a faca no próprio peito e tombou, sem vida. O Caçador não esperou mais, disparou pela floresta com tal velocidade que deixaria para trás os bichos mais velozes… Quando chegou à aldeia, estava com a língua de fora e prometeu a si mesmo não voltar nunca mais à floresta. Pensou: “Desta escapei. Noutra é que não caio” Durante um ano, o índio não quis saber de entrar na mata. Quando lhe perguntavam por que não saía mais da aldeia, ele se desculpava, dizendo estar doente. O Caçador tinha uma filha que era muito vaidosa. Como haveria uma festa dentro de poucos dias, ela pediu ao pai um colar diferente de todos os que ela já tinha visto. O índio, pai dedicado, começou a pensar num modo de satisfazer o desejo da filha. Lembrou-se, então, dos dentes verdes do Curupira. Daria um bonito colar, sem dúvida. Partiu para a floresta e procurou o lugar onde o gênio havia morrido. Depois de algumas voltas, deu com o esqueleto meio encoberto pelo mato. Os dentes verdes brilhavam ao sol, parecendo esmeraldas. Conseguindo vencer o receio, apanhou o crânio do Curupira e começou a bater com ele no tronco de uma árvore, para que se despedaçasse e soltasse os dentes. Imaginem a sua surpresa quando, de repente, viu o Curupira voltar à vida! Ali estava ele, exatamente como antes, parecendo que nada havia acontecido! Por sorte, o Curupira acreditou que o Caçador o ressuscitara de propósito e ficou todo contente: - Muito obrigado! Você devolveu-me a vida e não sei como agradecer-lhe! O índio percebeu que estava salvo e respondeu que o Curupira não tinha nada que agradecer, mas ele insistia em demonstrar sua gratidão. Pensou um pouco e disse: - Tome este arco e esta flecha. São mágicos. Basta que você olhe para a ave ou animal que deseja caçar e atire. A flecha não errará o alvo. Nunca mais lhe faltará caça. Mas, agora, ouça bem: jamais aponte para uma ave ou animal que esteja em bando, pois você seria atacado e despedaçado pelos companheiros dele. Entendeu? O índio disse que sim e desde aquele momento não mais lhe faltou caça. Era só atirar a flecha e zás! O bicho caía. Tornou-se o maior caçador de sua tribo. Por onde passava, era olhado com respeito e admiração. Um dia, ele estava caçando com outros companheiros que não tinham mais palavras para elogiá-lo. O índio sentiu-se tão importante que, ao ver um bando de pássaros que se aproximava, esqueceu-se da recomendação do Curupira e atirou… Matou somente um pássaro e, como o Curupira avisara, foi atacado pelo bando enlouquecido pela perda do companheiro. De seus amigos, não ficou um: dispararam pela floresta, deixando-o entregue à própria sorte. O pobre índio foi estraçalhado pelos pássaros. A cabeça estava num lugar, um braço no outro, uma perna aqui, outra longe… O Curupira ficou com pena dele. Arranjou cera e acendeu um fogo para derretê-la. Depois recolheu os pedaços do Caçador e colou-os com a cera. O índio voltou à vida e levantou-se: - Muito obrigado! Não sei como agradecer-lhe! - Não tem o que agradecer, respondeu o Curupira, mas preste atenção. Esta foi a primeira e ú1tima vez que pude salvá-lo! Não beba, nem coma nada que esteja quente! Se o fizer, a cera se derreterá e você também! Durante muito tempo, o índio levou uma vida normal. Ninguém sabia do acontecido. Um dia, porém, sua mulher lhe serviu uma comida quente e apetitosa, tão apetitosa que o índio nem se lembrou que a cera poderia derreter-se. Engoliu a comida e pronto! Não só a cera se derreteu, mas também o próprio índio.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

GRUPO SEMEANDO HISTÓRIAS NA ABASE EM 12/06/2015.

O avô

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho. Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão. Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão. O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava n o chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança: - "O que você está fazendo?" O menino respondeu docemente: - "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer." O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, o leite era derramado ou a toalha da mesa sujava. 

domingo, 7 de junho de 2015

O Burro de carga

No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de famoso palácio real um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias e remoques dos companheiros de apartamento. Reparando-lhe o pelo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe, que se fizera detentor de muitos prêmios, e disse, orgulhoso: - Triste sina a que recebeste! Não Invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis! - Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa - como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça? O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente. Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou: - Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos de bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia. Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade: - Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil... Não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas, se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar. As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças. - Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca -, animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança. O empregado perguntou: Não prefere o árabe, Majestade? - Não, não - falou o soberano -, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância. - Não quer o potro inglês? - De modo algum. E’ muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça. - Não deseja o húngaro? - Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho. - O jumento serviria? - insistiu o servidor atencioso. - De maneira nenhum. É manhoso e não merece confiança. Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou: - Onde está o meu burro de carga? O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais. O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem. *** Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a suportar, servir e sofrer, sem cogitar de si mesmos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Jacaré com dor de dente.

Jacaré com dor de Dente??? Joca era um jacaré que se achava muito esperto. Mas, desconfio que Joca não era tão esperto assim. Certo dia, Joca acordou com uma terrível dor de dente. Jacaré com dor de dente? É pra você ver, até jacaré tem dor de dente. A dor era terrível. Joca rolava pra lá e pra cá. Se tentava comer: _ aiaiaiaiaiaiaiai! _ Dói demais Se tenta beber: _ uiuiuiuiuiuiuiui! _ Como dói. Joca estava desesperado, não sabia mais o que fazer, e até começou a chorar. Jacaré também chora? É pra você ver, até jacaré chora quando sente muita dor. Foi aí que eu apareci. Eu, o Dente! Mas dente fala? É pra você ver, o que a gente não faz para ajudar um amigo. Mas voltando para a história, pulei da boca do Joca e lhe dei um sermão: _Tá com dor de dente? _Bem feito! Joca me olhou com uma cara de: “Não estou entendendo nada!” _ Você é o meu dente? Pergunta Joca. Então, respondi _ Sim! Sou seu dente e vim aqui fazer uma reclamação! _ Você não cuida da gente! Joca fez uma cara de sem graça, aquela que a gente faz quando fez algo de errado. _ Mas, o que eu fiz pra merecer... aiaiaiaiauiuiuiui.... essa doooooooor. Disse Joca gemendo de dor. Eu disse: _ Joca, você não está cuidando dos seus dentes! _ Não entendi! Disse Joca perplexo. _ Eu como um montão de coisas. Então, respondi: _ Sim, e nós ajudamos. Cortando, rasgando e amassando toda essa comida, mas o que eu quero dizer é que você só come, come, come...! _ E NÃO CUIDA DE NÓS! Eu disse, gritando. Dente também fica bravo? É pra você ver. Até dente fica bravo às vezes, mas voltando para a história... Eu disse: _ Sabe quem anda passeando nos seus dentes? _Bactérias, tártaro, cáries! A galera do mal que lentamente vão abrindo buraquinhos e estragando seus dentes. Joca estava uma fera e gritou: _ CADÊ ELES, CADÊ ELES? Me diz que eu pego todos eles. Sou muito esperto e vou acabar com essa galera do mal! _ Bom! _Eu falei _Você não tem nada de esperto Joca. Está deixando esses vilões acabarem com a gente! _ Sabe Joca, esses inimigos dos dentes não são grandalhões. _ NÃÃÃÃÃO??? Disse Joca surpreso. Eu continuei... _ São pequeniniiiiiiiiinhos, microscópios! _ Não dá pra gente ver, mas estão lá, roendo os dentes sem parar! _ Mas o que eu posso fazer para acabar com esses monstros? Ops! Monstrinhos? Perguntou Joca suplicando. Respondi: _ É fácil, Joca! É só chamar a galera do bem. Os super amigos dos dentes! E dente tem super amigo? É pra você ver. Até dentes tem super amigos, mas voltando para a história... _ Essa turma é imbatível! _ Ah, é? E quem são eles? Me conta, me conta! Disse Joca muito curioso. Esclareci: _ O primeiro é o Dentista! _ Vou te contar, esse é ô cara! Ele cuida, trata, limpa e mantém os dentes sempre saudáveis e te dá dicas legais para cuidar dos dentes e adora receber sua visita. Mas às vezes a gente esquece-se de ir com frequência. O ideal e visitá-lo de seis em seis meses! _ Mas onde encontro um desses? Indagou Joca. _ Ah! É fácil! Eu te indico um ótimo, tem também garotas dentistas, são tão lindas!... Quer dizer... cuidadosas! Continuei: _ Mas, tem mais amigos do bem! _ Tem o trio imbatível! Eu acho que até que são os três mosqueteiros, tipo... Um por todos! E todos por Um! Que dá um chega pra lá na galera do mal! _ É? E quem são eles? Perguntou o curioso Joca. _ Dona Escova, Seu Pasta de Dente e o Seu Fio Dental! Nunca se separam, gostam de trabalhar em equipe. Todos os dias, após as refeições eles entram em ação! Continuei: _ Dona Escova e Seu Pasta se juntam e limpam toda a sujeira que encontram no caminho, deixando os dentes limpos, brilhantes e com um cheirinho... booomm!  _ Mas e o Seu Fio? Indagou Joca. _ Ah! Ele completa o serviço, limpando nos lugares mais difíceis, entre os dentes, onde Dona Escova e Seu Pasta não conseguem entrar. _ É Jacaré, com os Três Mosqueteiros e seu amigo Dentista (ou amiga), não há galera do mal que resista. Seus dentes vão ficar incríveis, ou seja, eu vou ficar liiiiiiiindo! Finalizei. _ Puxa! Gostei das dicas! Disse Joca Então, me despedi: _ É isso aí, já vou indo! Se cuida jacaré! E Joca me interrompeu: _ Opa! Espere aí! Você disse que ia me indicar um Dentista! _ Claro! (mostra o cartão do dentista) _ Alô! Por favor, aqui é o Joca, o jacaré, quero marcar uma consulta! Mas, jacaré vai ao dentista? É pra você ver, até jacaré vai ao dentista. E você??

terça-feira, 2 de junho de 2015

O Rei que procura seu Sucessor

UM REI EM BUSCA DE SEU SUCESSOR Augusto caminhava de um lado para o outro, em seu quarto, pensando o que seria de seu reino se um dia ele faltasse. Toda sexta-feira, ele costumava sair do castelo vestido de camponês, para juntar-se aos seus súditos e descobrir o que pensavam sobre ele e como esperavam que ele agisse. Ele já estava pronto para sair furtivamente do castelo, mas, em vez disso, continuava andando em círculos... De repente, ele teve uma ideia e parou de caminhar. Destrancou um enorme baú e retirou dele um pequeno saco de veludo repleto de moedas de ouro. Naquela sexta-feira, em vez de caminhar pelas ruas como costumava fazer para passar despercebido e poder conversar e beber com os homens simples de seu povo, ele montou em um cavalo desprovido de ornamentos e cavalgou durante horas por lugares onde a miséria imperava. Quando ele viu um mendigo sujo e maltrapilho encostado em uma porta que nunca se abria porque as paredes ao seu redor já haviam desmoronado, ele parou, desceu do cavalo e sentou-se ao lado daquele homem que, em outra circunstância, teria lhe causado extrema repugnância. O mendigo, sem suspeitar que Augusto fosse um rei, perguntou a ele se também estava desempregado. Augusto permaneceu calado, e ele começou a contar sua história. Disse que cozinhava muito bem, mas fora expulso do castelo simplesmente porque o chefe da cozinha real descobriu que ele costumava esconder sobras de comida para levá-las para sua família. Depois disso, ele não conseguiu mais encontrar emprego, e sua esposa o abandonou levando consigo as cinco crianças que eram a razão de sua existência. Augusto aproveitou o momento em que o mendigo fez uma pausa para dizer: “Ouça, a partir deste momento, sua vida poderá mudar. A rua está deserta... Eu vestirei suas roupas, e você vestirá as minhas. Você subirá naquele cavalo e reconstruirá sua vida com o auxílio deste saco de moedas que estou depositando em suas mãos. Eu só lhe peço que nunca fale sobre esse nosso encontro a ninguém.” Desconfiado, o mendigo perguntou: “É simples assim?!... Não me pedirá nada em troca?!... Quem é você?!...” Augusto disse: “O meu nome, eu não posso lhe revelar. Só necessito que me diga o nome do homem que você considera mais honesto neste reino.” O mendigo respondeu: “Josivaldo. Ele sempre vem aqui, pouco antes do anoitecer, para me trazer algo para comer. Eu só não morri graças a ele.” Depois que o ex-mendigo montou no cavalo e partiu, Augusto continuou ali sentado, sendo alvo das reações que sua presença causava nos transeuntes. Uma criança ameaçou aproximar-se dele, para entregar-lhe um pedaço do doce que estava comendo, mas a mãe ralhou com ela e puxou-a pelo braço. O tempo parecia ter parado... Os minutos pareciam horas... E, em meio a tantos pensamentos, havia uma pergunta que o incomodava: “Por que escolher um desconhecido para ocupar o trono, em vez de me casar e entregar a coroa ao meu filho?!...” Essa pergunta já o atormentara antes, mas o que ele poderia fazer se não conseguia se apaixonar?!... Augusto estava tão imerso em seus pensamentos que se assustou quando ouviu alguém perguntar: “Você viu para onde foi o mendigo que costuma sentar-se aqui?!... Eu estou com um pouco de pressa porque minha irmã me espera para o jantar. Você poderia entregar este pão e estas frutas a ele?!... Coma uma fruta, se desejar.” O homem surpreendeu-se quando ouviu Augusto perguntar: “O seu nome é Josivaldo?!... Conte-me tudo sobre você.” Augusto sorriu quando o ouviu dizer: “O mendigo nunca me disse o nome dele, mas, agora, percebo que ele prestou atenção quando eu disse o meu. Se você é amigo dele, considere-se meu amigo também. Você parece mais aberto ao diálogo do que ele. Lamento não ter conseguido fazer nada por ele. Mas deixe-me reparar isso, fazendo algo por você. Venha até a minha casa. Você poderá se banhar, colocar roupas limpas e comer uma saborosa refeição.” Augusto, como era de se esperar, aceitou o convite. Enquanto caminhavam, Josivaldo contou sua história. Ele era alfaiate, e morava sozinho em uma casa simples. Ele estava ansioso para voltar para casa porque era sexta-feira. Apenas às sextas-feiras, a irmã dele tinha autorização de deixar o palácio para visitá-lo. Nos outros dias da semana, ela costurava para as damas da corte. Sem suspeitar que estivesse falando com o rei, Josivaldo terminou o relato sobre sua irmã dizendo: “Adélia vive fora desta realidade. Embora ela pareça lúcida, é muito sonhadora!... Ela já me disse que não pretende se casar porque o seu coração pertence ao rei. Ela o ama imensamente, e ele nunca olhou para ela!... Duvido mesmo que ele saiba que ela existe. Como pode o amor ser tão desumano?!...” Quando Augusto e Josivaldo entraram e cumprimentaram Adélia, ela se deteve contemplando o rosto de Augusto e disse delicadamente: “Nós acabamos de nos conhecer, e eu tenho a impressão de que o conheço há muito tempo. Você se parece muito com alguém que... Meu Deus, o que estou dizendo?!... Você deve estar faminto. O meu irmão lhe mostrará onde fica o banheiro para que você possa se livrar dessas roupas e tomar um banho. Enquanto vocês se aprontam para o jantar, eu colherei algumas flores para enfeitar a mesa.” Acreditem: foi amor à primeira vista. O rei Augusto nunca havia reparado em Adélia porque, certamente, jamais tivera a oportunidade de olhar para ela. Eram tantas as jovens que o cercavam, e ele passava o tempo todo inventando desculpas para esquivar-se!... Mas, naquele momento mágico, Augusto viu, no rosto de Adélia, a face do verdadeiro amor. Durante o jantar, ele revelou sua identidade e explicou o motivo que o levara a agir de modo tão estranho. Em seguida, ele pediu a mão de Adélia em casamento. E os três brindaram à felicidade do jovem casa

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Os Tres Conselhos

"Os Três Conselhos Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa: - Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você. Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o seguinte: - Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho. Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse: - Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa. O patrão então lhe respondeu: - Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta. Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe: - Quero os três conselhos. O patrão novamente frisou: - Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro. E o empregado respondeu: - Quero os conselhos. O patrão então lhe falou: 1. NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida. 2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal. 3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais. Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: - Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa. O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: - Para onde você vai? Ele respondeu: - Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada. O andarilho disse-lhe então: - Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias. O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada. Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou-se e dormiu. Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido. O hospedeiro: - E você não ficou curioso? Ele disse que não. No que o hospedeiro respondeu: - Você é o primeiro hóspede a sair daqui vivo, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal. O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada... já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha no seu colo, um homem a quem estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse: - Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre fui fiel a ela. Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos lhe diz: - Eu fui fiel a você e você me traiu... Ela espantada lhe responde: - Como? Eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos. Ele então lhe perguntou: - E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer? E ela lhe disse: - Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade. Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão. Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção, ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação. Muitas vezes achamos que o atalho `queima etapas` e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade... Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará... Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois... Espero que você, não se esqueça desses três conselhos e não se esqueça também de confiar (mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).

O tempo do amor

O TEMPO DO AMOR As fadas são grandes apaixonadas como nós. E uma estranha fatalidade faz com que experimentem suas maiores paixões por simples mortais, bem mais que por outros seres do Reino das Fadas. Desse modo, os homens que por azar do destino, venham a conhecer uma fada, não podem escapar do amor louco que ela desperta neles. Mas de onde vem esta atração mútua e irresistível? Ninguém sabe, mas as lendas, relatos ou crônicas populares abundam em histórias de amor que colocam em cena o homem e a fada. Eis aqui o testemunho, coletado no ano de 1849, de uma senhora que vivia em Arinthod (região pertencente a França): "Um de nossos criados, chamado Félicien, foi levar os cavalos para o pasto no prado da ilha onde vivo e avistou pequenas senhoritas brancas. Era época da seca do feno. Havia pilhas de feno amarrados e soltas na pradaria e lindas sílfides dançavam ao seu redor, tão rápidas, de um modo tão gracioso, que era uma maravilha. Nosso bom Félicien ficou fascinado com o grande espetáculo. Voltou para casa com um ar de encantamento inexplicável e nos descreveu o melhor que pode a beleza, a graça e a natureza diáfana daquelas pequenas criaturas de Deus; e tão belas eram que havia se apaixonado por elas no ato. De bom grado havia pedido uma em casamento, por seus traços, por sua elegância, pelos diamantes de todas as cores que brilhavam em seus dedos, seus braços, no pescoço, na cintura...." Os amores que ligam as fadas e os homens a maioria das vezes, estão fadados ao insucesso, pois os seres dos Reinos das Fadas e os humanos pertencem a universos diferentes e só podem encontrar-se em lugares incertos que determinam a fronteira entre esse mundo e o outro. Nos relatos e contos novelísticos, a fada sempre aparece ao herói no coração de um bosque sombrio, perto de uma fonte ou de um arroio. O homem está sempre só, perdido, debilitado, e não tem nenhuma possibilidade de resistir a ela, bela como nenhuma, e se oferecendo desse modo. No mesmo instante esquece qualquer outra paixão terrena e se entrega de corpo e alma a sua nova Dulcinéia. Pede sua mão e nada parece poder desfazer o sucesso dessa mútua paixão. O amor da fada por seu companheiro humano é total, e é de uma fidelidade a toda prova. Pode permanecer com seu eleito até o final dos tempos. Evans Wentz evoca um caso de uma fada que não vacilou a acompanhar seu amante mortal até a América do Sul. REGRAS FEÉRICAS Entretanto, a felicidade dos apaixonados em geral, é de curta duração. A aliança com a fada está sujeita a condições que os mortais costumam desrespeitar. Não que sejam particularmente complexas ou difíceis de satisfazer, ao contrário. As regras que regem o Reino das Fadas são banais e inclusive insignificantes. Os mortais as tomam como caprichos da fada e não lhes prestam muita atenção. Não demoram muito para transgredi-la, sem se darem conta, violando assim seu juramento, perdendo para sempre o amor da fada e deixam de ter acesso definitivamente ao Reino das Fadas, que lhes havia entreaberto a porta de seus domínios encantados. De volta a sua condição primitiva de simples mortais, vagam pelo mundo como almas penadas antes de morrer de tristeza e nostalgia. Entre os tabus que regulam as relações entre fadas e mortais podemos citar a proibição de chamar o ser do Reino das Fadas pelo nome, de evocar sua existência diante uma terceira pessoa, de pronunciar certas palavras ou aludir a certas pessoas em sua presença, de recordar-lhe suas origens, pegá-lo ou tocá-lo com um objeto de ferro. A menor infração, a fada desaparece e abandona seu amante de carne e osso a sua triste sorte. O AMOR ÉLFICO Também os elfos buscam ardentemente o amor das mortais. Na Irlanda se conhece um elfo chamado Ganconer, nome que significa "o que fala de amor", jovem de olhos negros e brilhantes, cujas belas palavras seduzem as jovens que andam sozinhas pelos bosques, ao cair da noite. Pobre daquelas que se deixam abraçar por ele, pois não tardarão a morrer de languidez, depois que seu amante élfico a saciar de carícias! Um provérbio irlandês afirma: " Quem encontra Ganconer pode tecer seu sudário". Outro elfo, esse originário da Escócia, se vingou cruelmente de uma mortal que havia lhe jurado amor. O elfo desapareceu por sete anos, contando com a fidelidade de sua amada. Entretanto, essa terminou por cansar-se de esperar e casou com outro homem, do qual teve um filho. Ao seu regresso, o elfo fez de tudo para seduzir novamente a jovem. Propôs raptá-la e fugir em um navio de ouro que navegaria empurrado por um vento mágico. A mulher abandonou o marido e o filho para embarcar com o amante. Mas, assim que zarparam, o elfo suscitou uma terrível tempestade. O barco afundou e a mulher infiel com ele. Os elfos nem sempre são belamente jovens, muitas vezes possuem alguma deformação física, podem apresentar os pés tortos ou voltados para trás, orelhas pontiagudas, rabo de vaca, não terem nariz ou serem estrábicos. Desde os primeiros tempos clássicos, as lendas das visitas de deusas e ninfas a mortais humanos e sua relação com amorosa com eles sempre comoveu a humanidade por sua tragédia e esplendor; pois o final de todas essas relações entre imortalidade e mortalidade têm sido trágico.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A forca

Havia um fazendeiro muito trabalhador e muito rico. Ele tinha dezenas de abastadas fazendas, milhares de cabeças de gado, centenas de cavalos de raça, muitos empregados. Mas, a sua grande preocupação era com seu único filho, que ao contrário do fazendeiro não gostava de trabalhar. Vivia apenas em festas, farras, churrascadas, seguido e bajulado por um grupo de “amigos”. O pai advertia-o que aquelas pessoas só estavam do lado dele por interesse e que não eram amigos de verdade. O homem também o aconselhava a se preparar para administrar com sabedoria todos os bens que herdaria. Mas, as palavras entravam por um ouvido e saíam pelo outro e o rapaz continuava a fazer exatamente tudo aquilo que o pai dele pedia para ele não repetir. Foi então que o homem resolveu mandar construir um celeiro na fazenda principal. E nesse celeiro ele mesmo forjou uma grande forca. No chão, ele escreveu em grandes letras a frase: “para eu nunca esquecer os conselhos do meu pai”. Ele chamou o filho e o levou ao celeiro e disse que já sabia por inteiro o destino do filho depois que morresse. Ele não saberia administrar os bens herdados, contrairia vultosas dívidas, seria ignorado pelos antes amigos e começaria a se desfazer de cada uma das coisas que ele recebeu. Quando chegasse esse dia, o pai pediu que ele fosse ao celeiro e usasse a forca. O rapaz ficou muito assustado por um tempo, mas depois voltou a se comportar tão dissolutamente quanto antes. O fazendeiro morreu. E ele estava certo. O filho não sabia administrar o que herdou. Meteu-se em muitos negócios que pareciam lucrativos mas se revelaram estúpidos, contraiu dívidas, viu sumir os amigos e começou a vender os bens que possuía. Quando só restava-lhe o celeiro, resolveu atender ao desejo do pai. Foi até a forca. Pôs a corda no pescoço e desejou: “Perdão, pai... Ah! Se eu tivesse uma segunda chance”. E se atirou.. Descobriu que a forca era oca. De dentro dela caíram muitas pedras preciosas: diamantes, esmeraldas, rubis, etc. No meio das joias valiosas, um papel com a letra do pai: “Eu o amo muito. Aproveite bem essa segunda chance”.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Porque as pessoas sofrem??

Por que as pessoas sofrem? — Vó, por que as pessoas sofrem? — Como é, minha neta? — Por que as pessoas grandes vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa? — Bem, muitas vezes porque elas foram ensinadas a viver assim. — Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal? — É que elas não percebem que foram convencidas a ser infelizes e não conseguem mudar o que as torna assim. Vc está entendendo? —Não, Vovó. — Vc lembra da estorinha do Patinho Feio? Então, o Patinho se considerava feio porque era diferente. Isso o deixava infeliz e perturbado. Tão infeliz que um dia resolveu ir embora e viver sozinho. Só que o lago que ele procurou para nadar havia congelado e estava muito frio. Quando ele olhou para o seu reflexo no lago percebeu que ele era, na verdade, um maravilhoso cisne. E assim, se juntou aos seus iguais e viveu feliz para sempre. — O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas? — Bem, quando nascemos, somos separados de nossa Natureza-cisne. Ficamos como patinhos, tentando aceitar o que os outros dizem que está certo. Então passamos muito tempo tentando virar patos. — É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas? — É por isso! — Então é só a gente perceber que é cisne que tudo dará certo? — Na verdade, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim. Vc lembra o que o cisne precisava fazer para poder se enxergar? Primeiro precisou parar de tentar ser um pato. Isso significa parar de tentar ser quem a gente não é. Depois ele aceitou ficar um tempo sozinho para se encontrar. Passou frio, fome e ficou sozinho no inverno. — É por isso que o papai anda tão sozinho e bravo? Outro dia ele estava chorando no banheiro. Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato? _ Sim, mas quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar que o espelho venha até nós. Temos que exercer a humildade e procurar ajuda até encontrarmos. — E aí viramos cisnes? — Nós já somos cisnes. Apenas temos que deixar que o cisne venha para fora e tenha espaço para viver e para se manifestar. — Aonde vc vai? — Vou contar para o papai o cisne bonito que ele é! A boa vovó apenas sorriu! Quanta simplicidade para falar de um assunto tão básico e importante! Como é essencial nós pararmos de tentar ser quem a gente não é. Parem de tentar agradar a todos à sua volta, de ter o corpo e o cabelo de determinada modelo, de agir com maneiras rotuladas. Isso só faz com que o reencontro com o seu ‘cisne’ interior fique cada vez mais difícil e distante. Por que você não pode, com toda magnitude, ser você?! Deixe ilusões para trás e pare de acreditar que você é um patinho feio, desfavorecido. Olhe para o seu interior e veja quanta beleza, luz e grandeza há dentro de você! Você não é mais ‘um pato’… a não ser que assim deseje! Enquanto acreditar em opiniões externas, mídia e sociedade não reconhecerá todo o seu fabuloso potencial. Quando decidir se olhar no espelho e enxergar sua alma, tenha em mente que este é um processo que exige paciência e determinação, então, lhes digo: não desista! Aquilo que você ganhará com o final deste processo lhe tornará uma pessoa auto-confiante, segura e mais feliz. Lembre-se: o inverno vai passar! E depois desta estação, lindas flores brotarão na sua vida!

sábado, 2 de maio de 2015

Roupa suja

Reflexão: Roupa suja:::::::::.!!!!!!! Na primeira manhã de um casal em sua nova casa, durante o café, a mulher reparou através da janela uma vizinha que pendurava seus lençóis em um varal. Ela, então, comentou com o marido: - Mas que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Provavelmente ela está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! O marido observou calado. Alguns dias depois, novamente durante o café da manhã, a vizinha pendurava seus lençóis no varal. A mulher então comenta com o marido: - Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Passado um mês a mulher surpreendeu-se ao ver os lençóis brancos, alvissimamente brancos, sendo estendidos. Empolgada foi, então, dizer ao marido: - Veja! Ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha a ensinou? Porque, não fui eu quem a ensinei. O marido calmamente respondeu: - Não, é que hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros das nossas janelas! E assim é. Tudo depende da janela através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações. Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Só assim poderemos ter uma real noção do valor de nossos amigos. Lave sua vidraça. Abra sua janela!

As tres arvores

No alto de uma montanha, três árvores sonhavam com seu futuro. A primeira disse assim: Quero ser um baú cheio de tesouros. A segunda disse: Quero ser um grande navio e transportar reis e rainhas. E chegou a vez da terceira árvore, então ela disse: Quero ficar aqui e ser tão grande que, quando olharem para mim, as pessoas se lembrem de Deus, disse a terceira. Um dia, lenhadores cortaram as árvores. Da primeira, fez-se uma manjedoura para animais. Da segunda, um pequeno barco. Da terceira, vigas que ficaram jogadas num depósito. Todas ficaram desiludidas e tristes com seu destino. Numa bela noite cheia de luz e estrelas, uma mulher colocou seu bebê recém-nascido na manjedoura. E a primeira árvore viu que guardava o maior tesouro do mundo. Anos depois, o barco transportava um homem adormecido quando principiou uma tempestade. O homem levantou-se e disse paz, acalmando a tormenta. E a segunda compreendeu que levava o rei do Céu e da Terra. Tempos mais tarde, numa sexta-feira, as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nelas. A terceira árvore sentiu-se terrível e cruel. Mas, no domingo seguinte, ela soube que o homem havia morrido para salvar a humanidade. As pessoas sempre lembrariam de Deus e de seu Filho quando olhassem para a cruz. A realização dos sonhos das árvores foi muito maior do que elas imaginavam. Assim, nunca deixe de acreditar em seus sonhos, mesmo que aparentemente impossíveis de se realizar.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A honestidade não tem preço

A história é comovente. Fala de uma honestidade a toda prova, e é contada por Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração no nordeste da Sibéria. Vladimir tinha um companheiro de prisão chamado Andrey. Ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o alimento que se dava aos prisioneiros políticos não tinham por objetivo mantê-los vivos por muito tempo. A taxa de mortalidade era extremamente alta, graças ao regime de fome e aos trabalhos forçados. E como é natural, os prisioneiros, em sua maioria, roubavam tudo quanto lhes caía nas mãos. Vladimir tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar - coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de quase três mil quilômetros de distância. Guardava aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo. Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo. E porque não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse: Deixe-a comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo. No dia seguinte da sua partida, uma tempestade de neve que durou três dias tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões. Vladimir sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as coisas deviam andar muito mal. Só dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao campo. Chegou à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não viu Andrey entre os demais. Dirigiu-se ao capataz e lhe perguntou: Onde está Andrey? Enterrado numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros, respondeu ele. Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você. Vladimir sentiu um forte aperto no coração. Nem minha manteiga nem os biscoitos puderam salvá-lo, pensou. Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo: Prezado Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Você sabe o endereço. Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas, Andrey. * * * Ser honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a felicidade. E a fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção da Luz. Uma amizade sólida e duradoura só se constroi com fidelidade e honestidade recíprocas. Somente as pessoas honestas e fieis possuem a grandeza d'alma dos que já se contam entre os Espíritos verdadeiramente livres. Pensemos nisso!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Deus

Certo dia, a professora perguntou as crianças, quem saberia explicar quem é DEUS. Uma das Crianças levantou o braço e disse, DEUS é nosso Pai, ele fez a terra, o mar, e tudo o que esta na terra, Ele nos fez como seus filhos. A professora querendo buscar mais respostas prosseguiu... Como você sabe que DEUS existe se nunca o viu? A sala toda ficou em silêncio. Pedro, um menino muito tímido, levantou a mão e disse: a minha mãe falou, que DEUS é como o açúcar no meu leite, que ela faz todas as manhãs. Eu não vejo o açúcar que está dentro da caneca, no meio do leite, mas se ela tira, fica sem sabor. A Professora sorriu e disse: muito bem Pedro, ensinei muitas coisas a vocês, porem você me ensinou algo mais profundo, eu agora sei que DEUS é nosso açúcar e que esta todos os dias adoçando nossa vida. Deu-lhe um beijo e saiu surpresa com a resposta daquela criança. A sabedoria não está no conhecimento, mas na presença de DEUS em nossa vida. Não se esqueçam de todos os dias, colocar "AÇÚCAR" em sua vida. Acredite, JESUS TE AMA E ele é o mais doce sentimento de AMOR. Uma vida doce e cheia de açúcar a todos meus anjos iluminados... Bjss de Luz

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Basta não pisar

Basta não pisar... – Avô, porque é que és tão velhinho? Assim mesmo, sem roupagem, sem artifícios, sem ironia ou maldade, apenas a pergunta, a curiosidade. A interrogação, pelo inesperado e brusco que continha, subsistia no ar que envolvia os dois antípodas do tempo e no ar curioso que vestia o rosto infantil do fedelho. – Porque é que sou tão velho?... bem… – depois daquele início inesperado de “conversa”, o avô recuperava a pose de adulto que tudo sabe e, acima de tudo, ganhava algum tempo, o tempo suficiente, esperava ele, para responder alguma coisa de jeito. – Sou velho porque já vivi muitos dias, muitos meses, muitos anos. – a sua resposta tentava adequar-se ao nível simples da linguagem informal e pouco profunda do neto, enquanto olhava “raposamente”, de soslaio, por entre pestanas semicerradas, através das muitas dioptrias das lentes de uns óculos que aparentavam ter quase tantos anos como ele próprio. – Então, e o que é que acontece aos velhinhos como tu? – aqui, o avô não deixou de notar na reiterada meiguice do “inho” já utilizado em ambas as perguntas e achou que devia explicar algo melhor a sua ideia. Afinal de contas, já havia muito tempo que não falava com alguém que se mostrasse minimamente interessado naquilo que ele pensava, fosse de si mesmo ou de outra coisa qualquer. – Sabes, as pessoas como eu, aquelas que já vivem há imenso tempo, são como as folhas das árvores. Primeiro, são fortes, frescas e vistosas; mais tarde, começam a faltar-lhes a memória e a força e amarelecem, por dentro e por fora; por fim, caem das árvores, que as seguravam e onde tinham nascido e vivido, para o chão. Umas vezes, são as forças da natureza que as empurram mas, outras vezes, até parece que são elas próprias que se deixam cair, suavemente embaladas como um berço de bebé. – Mas, no chão, elas ainda são folhas, não é!? – desta vez, o avô não conseguiu perceber se o neto estava afirmando, se pretendia fazer outra pergunta ou se estava apenas a concluir e fez-se silêncio. Como sentisse que estava a ser observado, como um mamute pré-histórico é observado por um geólogo, o idoso e paciente homem decidiu entender as últimas palavras do neto como mais uma questão a desenvolver e continuou. – Uma vez no chão, as folhas são levadas pelo vento, para longe da árvore onde sempre estivera, para um canto qualquer onde já outras folhas bafientas, sem préstimo algum, se encontram e outras continuam a chegar, num ritmo triste e desesperançado, esquecidas pelos outros e mesmo delas próprias… – o avô agora divagava, ao sabor da imagem amarga que acabara de criar e assim continuou. – Depois de juntas as folhas, pelo vento ou pela vassoura de alguém, secam, definham e quebram-se em pedacinhos, queimam-se ou são, de novo, pisadas pelas pessoas que, distraídas, nem se apercebem da sua existência… Dito isto, o velhote acordou da sua história e apercebeu-se da existência do ar atipicamente austero e compenetrado na face do neto que, de imediato, ali lhe prometeu veementemente: – Nunca mais vou pisar as folhas das árvores! – parecia que o rapaz se tinha comprometido para a vida, cedo demais, para uma viagem que achava que tinha compreendido. Não é isto mesmo que se espera de uma criança?... Assim, ao ver o aspecto demasiado sério que a conversa tomara, o avô tomou a mão do circunspecto neto, como se cumprimentasse honradamente a mão de outro homem, e disse-lhe: – Não é necessário não pisares as folhas, basta que nunca pises as pessoas! Apertando a mão do avô, com a honradez própria de um homem sério e digno, sentiu-se algo confuso mas recompôs-se, limpando o sobrolho ligeiramente vincado pelo turbilhão de coisas que não sabia se entendia ou não, o neto rematou a conversa: – Vou jogar à bola, queres vir? – e correu para o pequeno jardim da casa, pontapeando uma bola contra o muro e gritando entusiasmado com amigos e público imaginários, pisando a relva e as folhas amarelecidas pelo Outono prematuro, que tinham já tombado das árvores que antes as seguravam. – Já vou, já vou… – murmurou o avô, falando mais com um amigo imaginário, que já o acompanhava há muito, do que com o neto, que já nem o ouvia – devagarinho mas ainda vou. Este jardim precisa ser limpo. As árvores, este ano, perderam mais folhas e, ainda, mais cedo do que habitualmente…

A rosa e o sapo

Era uma vez uma rosa muito bonita, a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava. Irritada com a descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora. O sapo, humildemente, disse: - Está bem, se é o que deseja. Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê-la acabada, sem folhas nem pétalas. Penalizado, disse: - Que coisa horrível, o que aconteceu com você? A rosa respondeu: - As formigas começaram a me atacar dia após dia, e agora nunca voltarei a ser bela como era antes. O sapo respondeu: - Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a rosa mais bonita do jardim. Muitas pessoas desvalorizam os outros por acharem que são superiores, mais bonitas ou mais ricas. Deus não fez ninguém para "sobrar" neste mundo. Ninguém deve desvalorizar ninguém. Na escola da vida, todos temos algo a aprender ou a ensinar...ღ Autor desconhecido

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O nó do afeto

Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível. Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana. Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles. A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante. E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho. Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo. Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias. É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras. É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho. E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O poder da palavra

"O Poder das Palavras Sempre num lugar onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: -Vejam como sou feliz! - Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado. Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior. Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse: - Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa? - Vamos lá. Só tenho a ganhar', respondeu o mendigo. Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí pra frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele: - Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!' As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: - Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero. Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: - Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado. E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças. Uma repórter ironicamente questionou: - O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida? Respondeu o homem, cheio de bom humor: - Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!"

Rolinhas

"Rolinhas Há tempos, um bando de mais de mil rolinhas habitava numa floresta da Índia. Viviam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de rolinhas. Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e as levava numa cesta para vender. Mas uma das rolinhas era muito sábia e disse: - Irmãs! Elaborei um plano muito bom. Quando o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por dentro de um furo da rede e todas alcançaremos voo juntas, levando-a conosco. Depois de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede num espinheiro e fugiremos. Todas concordaram com o plano. No dia seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia rolinha havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram. Enquanto o caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve de voltar para casa. Isso aconteceu durante várias tentativas, até que, afinal, a mulher do caçador se aborreceu e indagou: - Por que você nunca mais conseguiu pegar nenhuma rolinha? O caçador respondeu: - O problema é que todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si. Se ao menos elas começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las. Dias depois, uma das rolinhas acidentalmente esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão. - Quem esbarrou na minha cabeça? - perguntou raivosamente a rolinha ferida. - Não se aborreça. Não tive a intenção de esbarrar em você - disse a primeira. Mas a rolinha machucada continuou a discutir: - Eu sustentei todo o peso da rede! Você não ajudou nem um pouquinho! - gritou. A primeira então se aborreceu e em pouco tempo estavam todas envolvidas na disputa. Foi quando o caçador percebeu a sua chance. Imitou o chamado das rolinhas e jogou a rede sobre as que se aproximaram. Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se ajudaram a içar a rede. Portanto, o caçador ergueu-a sozinho e enfiou as rolinhas dentro da cesta. Enquanto isto, a sábia rolinha reuniu as amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões causam desgraças." fábula budista (muraljoia.com.br)

A águia e a galinha

Uma Águia ou uma Galinha? Existia uma grande montanha onde as águias tinham seus ninhos. Um dia, um tremor de terra fez com que um dos ovos de águia rolasse montanha abaixo. Ele rolou até parar no terreiro de uma fazenda ao pé da montanha. As galinhas, como sempre muito responsáveis, decidiram cuidar do ovo e uma galinha mais velha ficou com a incumbência de chocá-lo e cuidar da educação da pequena ave. Após algumas semanas, o ovo se abriu e uma bela águia nasceu. Infelizmente, a pequena águia foi criada como uma galinha e passou a acreditar que era mais uma ave do galinheiro da fazenda. A águia amava seu lar e sua família, mas, intimamente, seu espírito sonhava com algo mais. Um dia, enquanto ciscava o chão à procura de insetos, a águia olhou para o céu e viu um grupo de poderosas águias voando muito alto. “OH”, a águia gritou, “como eu gostaria de voar como aquelas aves”. As galinhas riram e zombaram: - Você não pode voar como aquelas aves. Você é uma galinha, e galinhas não voam. ilustração, águia, galinha, superação, vitória A águia continuou a mirar sua verdadeira família, sonhando que poderia estar lá em cima com aquelas belas aves. Mas toda vez que ela revelava seus sonhos, era lembrada que isto não era possível. Isto foi o que a águia aprendeu a acreditar. Com o passar do tempo, a águia parou de sonhar e continuou a viver sua vida de galinha. Finalmente, após muitos anos vivendo como galinha, a águia morreu. Você está vivendo como águia ou como galinha?

O Lápis

"A parábola do Lápis, a salvação! No princípio o fazedor de lápis falou ao lápis dizendo: - Precisas saber cinco coisas antes que eu te mande ao mundo. Lembre-as sempre e tornar-te-ás no melhor lápis que podes ser, isto poderá ser sua salvação. PRIMEIRO: Serás capaz de fazer grandes coisas, mas apenas se permitires ser seguro pelas mãos de alguém, isto poderá ser sua salvação. SEGUNDO: De tempos em tempos experimentarás cortes doloridos, mas isto é necessário para que te tornes um lápis melhor, isto poderá ser sua salvação. TERCEIRO: Tens a habilidade para corrigir qualquer erro que possas cometer, isto poderá ser a salvação de outros. QUARTO: O mais importante em ti será sempre o que está dentro. QUINTO: Tens de continuar escrevendo em qualquer condição. Deves sempre deixar uma marca clara e legível, não importa o quão difícil seja a situação. O lápis compreendeu, prometendo lembrar, e foi para a caixa ciente do desejo do seu criador. Agora substituindo o lugar do lápis por ti; lembre-as sempre e nunca te esqueças, e tornar-te-ás a melhor pessoa que podes ser. 1 -Serás capaz de grandes coisas, mas somente se permitires ser sustentado pelas mãos de Deus, e deixar que outros se aproximem para partilhar dos muitos dons que tens. 2 -De tempos em tempos experimentarás sofrimentos profundos, ao enfrentar os vários problemas, mas isto te será necessário para te tornares uma pessoa forte. 3- Serás capaz de corrigir erros que talvez cometas, e mesmo crescer com eles. 4- O mais importante será sempre o que está dentro de ti. 5 - Por onde andares, tens de deixar tuas marcas. Não importa a situação, deves continuar servindo a Deus em tudo. Todo mundo é como um lápis... Feito pelo Criador com um propósito único e especial. Compreender e lembrar permite-nos continuar a vida com significado no coração e na relação diária com Deus.

Historia

Há sempre boas recordações das doces palavras que trocamos. Há sempre lembranças que nos inspiram a voltar atrás, a reviver os dias pelos quais passamos e que nos trouxeram bons sentimentos... Aqueles dias que nos trouxeram pessoas encantadoras, verdadeiras... Pessoas que passamos a amar, a cuidar, a dividir nossa história. Aquelas pessoas que vem e que passam como um vento forte, transformando tudo, modificando tudo... Ou aquelas que vem como a brisa leve de uma manhã ensolarada... Preenchem os cantos vazios do nosso dia; enchem as páginas dos nossos livros com histórias incríveis. Há sempre boas lembranças que o coração gosta de levar para sempre, que a gente gosta de manter como um pedacinho de esperança... Há sempre um pouquinho de vontade de rever novamente os amigos de infância, as paixões da adolescência, as conversas que marcaram nossa época. Há sempre bons momentos... Grandes ou pequenos. E para cada um deles, há também boas e grandes lembranças.

A menina invisivel

Qual será o segredo da menina invisível? Qual será o segredo da menina invisível? Hoje eu sonhei com uma menina que aprendeu a ser invisível no quintal da avó Raimunda!         Ela adorava brincar com as amigas naquele quintal grandão da casa da avó, onde corria com uma boneca de plástico na mão. Repentinamente ela atravessava a porta da cozinha correndo e ninguém sabe como desaparecia no meio da casa. O mais incrível é que ninguém conseguia encontrá-la! Apenas uma pessoa era capaz de quebrar o encanto da menina invisível e fazê-la aparecer novamente! Essa pessoa é a avó Raimunda que era muito brava. Também como não ficar brava se a menina desaparecia subindo nas árvores! A menina podia até ser invisível, mas tinha um coração bem grande, tão grande que adorava brincar com os animais, assim vivia correndo atrás das galinhas e dos pintinhos no quintal da vovó. A noite chegava e os olhos da menina brilhavam com as luzes verdes e azuis dos vagalumes riscando a escuridão do quintal. Quase invisível na escuridão da noite a menina corria e pegava os vaga-lumes na mão, eles eram cascudos, alguns acendiam luzes verdes, enquanto outros acendiam luzes azuis, depois a menina abria as mãos e via os vaga-lumes saírem voando novamente. Sabe! As vovós são muito importantes para a gente! Tudo nelas é mágico! Vocês já prestaram atenção nas histórias que elas contam! Se vocês prestarem atenção vão acabar viajando no tempo! Acho até que a comida que elas fazem tem alguma mágica, pois deixam os netinhos superfortes. A vovó Raimunda sabia fazer a mágica de ensinar, era com magia que ela ensinava a menina invisível a cozinhar e a fazer doces. Ensinava contando histórias que a menina adorava ouvir, inclusive em uma história a vovó falou assim: Maria! Tome muito cuidado quando você for mexer com as borboletas, pois elas são venenosas e fique sabendo que quando elas soltam as asas, algumas viram formigas e outras viram lagartas! O tempo passou e Maria pensou: Naquele quintal tudo era mágico e maravilhoso, mas nada se comparava às brincadeiras de esconde-esconde em que ela brincava com a grande amiga Marta e sua irmã Tereza, pois brincando de esconde-esconde Maria corria pela casa e simplesmente desaparecia escondida em algum lugar secreto, nem adiantava procurar porque naquele momento ela se transformava na menina invisível. Agora fiquei curioso! Qual seria o grande segredo para Maria se tornar a menina invisível? Será que era o seu esconderijo secreto debaixo da cama ou a casa da vovó que tinha algum segredo mágico escondido, já que aquela casa era cheia de magia e encantos. Fico pensando se era a casa ou se era a vovó que tinha mágica nas palavras, no colo quentinho e na comida que fazia? Os poderes da vovó eram tão grandes que ela nunca foi esquecida e também se tornou uma menina invisível morando nos pensamentos, nos sonhos e no coração de Maria. Encontrar Maria é uma coisa meio complicada! Às vezes ela está aqui e de repente some, porque ela é a menina invisível.

O amor

A Amor Um pescador certa vez pescou um salmão. Quando viu seu extraordinário tamanho, exclamou: "Que peixe maravilhoso! Vou levá-lo ao Barão! Ele adora salmão fresco." O pobre peixe consolou-se, pensando: "Ainda posso ter alguma esperança." O pescador levou o peixe à propriedade do nobre, e o guarda na entrada perguntou: "O que tem aí?" "Um salmão", respondeu o pescador, orgulhoso. "Ótimo", disse o guarda. "O Barão adora salmão fresco." O peixe deduziu que havia motivos para ter esperança. O pescador entrou no palácio, e embora o peixe mal pudesse respirar, ainda estava otimista. Afinal, o Barão adora salmão, pensou ele. O peixe foi levado à cozinha, e todos os cozinheiros comentaram o quanto o Barão gostava de salmão. O peixe foi colocado sobre a mesa e quando o Barão entrou, ordenou: "Cortem fora a cauda, a cabeça, e abram o salmão." Com seu último sopro de vida, o peixe gritou em desespero: "Por que você mente? Se realmente me ama, cuide de mim, deixe-me viver. Você não gosta de salmão, gosta de si mesmo!"

As flores e a velhinha

Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias, ele pegava o ônibus e viajava cinqüenta minutos até o trabalho. À tardinha, fazia a mesma coisa voltando para casa. No ponto seguinte ao que o homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar à janela. Abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus. Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. Certa vez, ele sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu: — Boa-tarde. Desculpe a curiosidade, mas o que a senhora está jogando pela janela? — Boa-tarde, respondeu a velhinha. Jogo sementes. — Sementes? Sementes de quê? — De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. Gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho... Imagine como seria bom. — Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos? A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada? — Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e, com o tempo, vão brotar. — Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água... — Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer. Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu "trabalho". O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio caduca. O tempo passou... Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto: olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias... A paisagem estava colorida, linda. O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo. — A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado. O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. "Quem diria, as flores brotaram mesmo", pensou. "Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pôde ver esta beleza toda." Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado: — Olha, mãe, que lindo, quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas azuis? Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, ela devia estar feliz. Afinal, tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentouse numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso... Autor Desconhecido